9 mitos e verdades sobre o seguro de vida: o que você precisa saber

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O seguro de vida ganhou destaque em 2025, com crescimento de 12,35% até novembro, em termos nominais, e 6,87%, em termos reais, na comparação com 2024, segundo boletim da Susep (Superintendência de Seguros Privados), autarquia federal que regula e fiscaliza o setor. Apesar disso, apenas 18% dos brasileiros possuem o produto, aponta a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). A baixa adesão se deve em parte por desinformação e mitos persistentes. “A informação acerca do tema ainda é baixa e a presença de alguns mitos também dificultam o entendimento sobre o papel dessa cobertura no dia a dia”, afirma Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência. Pensando nisso, o InfoMoney reuniu 9 mitos que ainda cercam o seguro de vida, e as verdades que ajudam a mostrar como ele pode ser um importante aliado em diferentes fases da vida. 1. A indenização do seguro de vida é isenta de impostoVerdade. O valor recebido pelos beneficiários não sofre incidência de Imposto de Renda e não precisa passar pelo processo de inventário. Isso significa que o recurso é liberado de forma mais rápida, sem burocracia, garantindo o suporte financeiro necessário em um momento delicado. Leia mais: Como o seguro de vida funciona para cobrir custos com inventário na partilha de bens2. Seguro de vida é só para quem tem herdeirosMito.  A escolha dos beneficiários – quem é indicado no contrato de seguro (apólice) pelo segurado para receber a indenização financeira em caso de falecimento – é livre.“É possível deixar para algum amigo ou algum parente que não esteja na primeira linha de sucessão familiar. Pode deixar até para algum CNPJ. Então não é preciso ter herdeiros”, diz Rodrigo Cunha, gerente de produtos e inteligência de mercado do Grupo MAG. É uma forma de garantir apoio financeiro a pessoas ou causas com as quais o beneficiário tem afinidade. A recomendação, segundo Malavazi, é que essa indicação esteja sempre atualizada na apólice, especialmente após mudanças na vida pessoal. “Para garantir que o pagamento seja feito de forma rápida e conforme a vontade do segurado.” Leia também: Como famílias de alta renda planejam a sucessão patrimonial? Conheça as estratégias3. Se eu cancelar o seguro, perco tudo que pagueiMito.  Existem planos que oferecem a possibilidade de resgatar parte do valor investido, dependendo do tipo de cobertura contratada e do tempo de contribuição. Os seguros de vida tradicionais, chamados de seguros de risco puro, não geram reservas. O valor pago serve exclusivamente para garantir a cobertura enquanto o contrato está ativo. “Alguns produtos permitem acumulação ou resgate, como seguros de vida inteira, que combinam proteção com formação de reserva”, diz Malavazi.Essa flexibilidade é importante para quem busca uma proteção que também possa ser adaptada a mudanças de cenário ao longo da vida. 4. Seguro de vida é inacessível para a maioria das pessoasMito. O mercado oferece uma ampla variedade de planos, com coberturas personalizáveis e valores que cabem no orçamento. Em muitos casos, é possível contratar um seguro de vida por um valor mensal comparável ao de pequenas despesas do dia a dia, tornando-o uma alternativa viável para diferentes perfis.“O mercado tem evoluído de uma forma significativa e é possível encontrar diversas estruturas de produtos sendo ofertadas visando atender aos diferentes perfis que a gente tem na nossa sociedade”, afirma Cunha.Leia: Inventário é só para ricos? Saiba quanto custa e como se preparar5. Existem coberturas que podem ser utilizadas em vidaVerdade. O seguro de vida moderno não se limita a coberturas de morte. Hoje, há planos que contemplam situações como diagnóstico de doenças graves, invalidez permanente, internação hospitalar, desemprego involuntário e até assistência para cuidados com a saúde mental. Essas proteções permitem que o segurado utilize os benefícios enquanto está vivo, quando mais precisa. “O seguro de vida serve não só para proteger pessoas, mas também projetos e padrão de vida. Você pode ter uma indenização caso seja diagnosticado com uma doença, o que ajuda a cobrir despesas médicas, tratamentos ou afastamento do trabalho”, explica Cunha.Leia mais: Seguro de vida em vida? Conheça as proteções que podem te ajudar hoje6. Quanto mais cedo eu contratar, melhorVerdade. Iniciar o seguro mais cedo permite ajustar e ampliar as coberturas ao longo do tempo, de acordo com as mudanças na vida pessoal, familiar e profissional. Leia também: Até que idade é possível contratar um seguro de vida?7. Meu plano de saúde já cobre tudo, não preciso de seguro de vidaMito. São produtos diferentes e complementares.O plano de saúde foca no reembolso de tratamentos médicos diretos, mas não abrange despesas extras como medicamentos caros, perda de renda por afastamento ou custos indiretos de uma doença grave.O seguro de vida atua como complemento, oferecendo indenizações para essas lacunas financeiras, garantindo suporte durante crises de saúde mesmo com plano de saúde ativo.Leia mais: Plano de saúde ou seguro: o que vale mais a pena? Entenda prós e contras de cada8. Se eu tiver doença pré-existente, não consigo contratarMito. Processos de análise de risco são flexíveis, permitindo contratação com um reajuste de preços ou exclusão de doenças pré-existentes na cobertura. Há também opções para grávidas e idosos de até 85 anos.Essas adaptações tornam o seguro acessível a diversos perfis, priorizando as preocupações principais do segurado sem bloquear a proteção geral.“O ponto mais importante é a transparência na declaração de saúde, pois isso garante segurança jurídica para ambas as partes e evita problemas no futuro”, diz Malavazi. Leia também: Seguro bancou meu tratamento e aliviou as contas, diz paciente com síndrome rara9. Seguro de vida é desnecessário se eu tenho FGTS ou INSSMito. O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) limitam-se a desemprego ou benefícios previdenciários básicos, sem cobrir invalidez ampla, doenças graves ou custos extras que superem essas coberturas públicas.“O seguro de vida ele vai muito além de uma proteção em função de um desemprego. Pode ser uma ferramenta de sucessão patrimonial e acumulação de capital”, diz Cunha. Leia mais: Faz sentido ter um seguro de vida após a aposentadoria? O seguro de vida oferece proteção financeira mais ampla e imediata, suprindo necessidades familiares e de patrimônio que esses programas não atendem completamente.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post 9 mitos e verdades sobre o seguro de vida: o que você precisa saber appeared first on InfoMoney.

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