O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou o plano de trabalho que fará na comissão nesta terça-feira, 4, com nove tópicos temáticos. O colegiado investigará, entre outras coisas, o tráfico, a milícia, o uso de fintechs, bancas de advocacia e criptomoedas para a lavagem de dinheiro e a necessidade de integração entre os órgãos de segurança pública e as Forças Armadas.Leia tambémCPI do Crime Organizado: governo derrota oposição e elege petista para a presidênciaComissão tem previsão de 180 dias de funcionamento, prorrogáveis pelo mesmo períodoCPI e facções como terroristas: entenda disputa entre oposição e governo no CongressoCâmara e Senado colocam tema da segurança pública em primeiro planoO plano foi apresentado e aprovado logo após a votação que definiu Vieira como relator e Fabiano Contarato (PT-ES) como presidente da CPI. O relator também quer apurar a infiltração do crime organizado em diversos níveis, inclusive o político. “Merecerá atenção especial o acelerado ingresso da criminalidade organizada nos mercados aparentemente lícitos. Esse fenômeno, conhecido como ‘novos ilegalismos’, torna o combate à criminalidade algo muito mais complexo, considerando que a penetração do crime em setores econômicos lícitos envolve diversos atores, como contadores e advogados, bem como a criação de empresas de fachada para efetivar a lavagem de dinheiro”, afirmou Vieira.Ainda nesta terça-feira, a CPI aprovou seis requerimentos já apresentados pelo relator. Vieira aprovou requerimento que pede ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-B), a urgência (aceleração) da tramitação de dois projetos de lei na Casa: um trata sobre o endurecimento das sanções aplicadas a adolescentes infratores e o outro é o chamado “Pacote Anticrimes Violentos”.A CPI pediu informações ao Ministério da Justiça e ao Ministério da Defesa relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal e demais órgãos que mapeiem a estrutura de facções criminosas no Brasil, dados estatísticos de apreensões de drogas e armas de fogo, operações policiais, dados sobre o número de presos faccionados, dados sobre o controle de armas e cópias de acordos internacionais firmados.Além disso, a CPI já aprovou o convite de autoridades, jornalistas e especialistas para realizar audiências públicas. São estes:Governadores e secretários. Clécio Luís, governador do Amapá;. Cézar Vieira, secretário de Justiça e Segurança Pública do Amapá;. Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia;. Marcelo Werner Derschum Filho, secretário de Segurança Pública da Bahia;. Raquel Lyra, governadora de Pernambuco;. Alessandro Carvalho Liberato de Mattos, secretário de Defesa Social de Pernambuco;. Elmano de Freitas, governador do Ceará;. Antonio Roberto Cesário de Sá, secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará;. Paulo Dantas, governador de Alagoas;. Flávio Saraiva, secretário de Segurança Pública de Alagoas;. Jorginho Melo, governador de Santa Catarina;. Flávio Rogério Pereira Graff, secretário de Segurança Pública de Santa Catarina;. Ratinho Júnior, governador do Paraná;. Hudson Leôncio Teixeira, secretário de Segurança Pública do Paraná;. Eduardo Leite, governador do Estado do Rio Grande do Sul;. Mario Ikeda, secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul;. Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal;. Sandro Torres Avelar, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;. Cláudio Castro, governador do Estado do Rio de Janeiro;. Victor Cesar Carvalho dos Santos, secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro;. Tarcísio de Freitas, governador do Estado de São Paulo;. Guilherme Muraro Derrite, secretário de Segurança Pública de São PauloAutoridades do governo federal. Ricardo Lewandowski, ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública;. José Mucio Monteiro Filho, ministro de Estado da Defesa;. Andrei Augusto Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal;. Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal;. Antônio Glautter de Azevedo Morais, diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen);. Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)Especialistas. Lincoln Gakiya, promotor de Justiça;. Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública;. Joana da Costa Martins Monteiro, professora e pesquisadora;. Leandro Piquet Carneiro, professor e pesquisadorJornalistas. Josmar Jozino, jornalista investigativo do portal UOL;. Rafael Soares, jornalista investigativo do jornal O Globo;. Cecília Olliveira, jornalista investigativa e fundadora do Instituto Fogo Cruzado;. Bruno Paes Manso, jornalista investigativo e pesquisador do NEV-USP;. Allan de Abreu, jornalista investigativo da revista Piauí;. Rodrigo Pimentel, articulista e consultor em segurança públicaThe post Tráfico, milícia, criptos e mais: o que a CPI do Crime Organizado quer investigar appeared first on InfoMoney.
