Liquidação do Master não afetará pagamento de aposentados, afirma Rioprevidência

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O Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de pensão e aposentadoria de mais de 235 mil servidores do estado, afirmou em nota que a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central nesta terça-feira, não apresenta risco para o pagamento dos proventos desses funcionários. A autarquia aportou, segundo monitoramento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), cerca de 2,6 bilhões na instituição ou em fundos administrados por ela — valor que o Rioprevidência nega, afirmando ter aportado aproximadamente R$ 960 milhões em Letras Financeiras (LF), o equivalente a cerca de 10% do seu patrimônio.Na nota, o fundo afirma que o valor investido à instituição “é inferior ao da folha mensal paga pela autarquia aos aposentados e pensionistas, hoje em R$ 1,9 bilhão, custeada em grande parte pela receita de royalties e participações especiais”. Vale lembrar que, no último dia 22, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) aprovou a Lei 11010/25, que autoriza o governo do estado a destinar parte desses recursos para pagamento da dívida do estado com a União.O Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ) chegou a emitir uma medida liminar para suspender os efeitos do texto, mas voltou atrás.Além disso, a autarquia também afirmou na nota que está “em negociação para substituir as letras por precatórios federais”. As letras, título no qual o Rioprevidência afirmou ter investido aproximadamente R$ 960 milhões, não estão cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que será acionado para ressarcir os clientes que tinham papéis no Master.O Banco Master também tem uma carteira de consignado com repasses na ordem de R$ 1.5 bilhão no total (R$ 25 milhões por mês pelos próximos cinco anos), com valores a serem descontados dos servidores e repassados ao Master pelo Rioprevidência, segundo o diretor-presidente do Rioprevidência, Deives Marcon Antunes, em documento enviado ao TCE em fevereiro de 2025. A coluna questionou a autarquia sobre a situação desses servidores e a quitação desta dívida, mas não obteve retorno e segue no aguardo da resposta.Nesta terça-feira, horas após a decisão do BC, o presidente da Comissão de Servidores Públicos da Alerj, o deputado Flávio Serafini (Psol), pediu ao Ministério Público Federal (MPF) que abra uma investigação criminal e financeira sobre a gestão do Rioprevidência. Na ação, o parlamentar pede para apurar, em tese, crimes de peculato-desvio, prevaricação, corrupção passiva/ativa, lavagem de dinheiro, entre outros.Entenda o contextoEm outubro, o TCE-RJ divulgou um documento informando que o Rioprevidência investiu cerca de R$ 1 bilhão no Banco Master ou em fundos administrados pela instituição entre os meses de maio e julho para além dos R$ 960 milhões alocados em LFs no banco. A ação, segundo o TCE, aconteceu mesmo após alertas do Tribunal em maio sobre “graves irregularidades” nas aplicações e a advertência de que novos investimentos resultariam “na integral assunção do risco de possíveis irregularidades pelo Rioprevidência e por seus agentes”.De acordo com o documento do TCE-RJ, o Rioprevidência aportou “até 31/07/2025 R$ 2,6 bilhões (mais de 25% de todos os recursos aplicados pelo Rioprevidência)” em títulos emitidos ou fundos administrados pelo Banco Master.The post Liquidação do Master não afetará pagamento de aposentados, afirma Rioprevidência appeared first on InfoMoney.

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