O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi a primeira voz do governo a se manifestar após o STF concluir o processo do golpe de Estado e abrir caminho para a execução das penas impostas a Jair Bolsonaro e à antiga cúpula militar. Em meio ao que auxiliares classificam como “momento sensível”, ele buscou reduzir qualquer risco de ruído institucional.Segundo Múcio, o país encerra “um ciclo” em que as punições recaem sobre indivíduos, não sobre as Forças Armadas. A fala foi dada pouco após uma solenidade na Câmara dos Deputados.Leia tambémSTM deverá julgar perda de patente de Bolsonaro e militares condenadosDe acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso das forças no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão por condenação criminalBolsonaro fez pedido ‘direto’ para que Motta e Alcolumbre pautem anistia, diz FlávioSenador relatou preocupação de Bolsonaro com origem da comida servida e risco de adulteraçãoMúcio também comentou que ainda não havia tratado do resultado com o presidente Lula, mas reforçou a normalidade do processo.Início das penasA manifestação do ministro ocorreu poucas horas depois de Alexandre de Moraes decretar o trânsito em julgado do caso e determinar que Bolsonaro cumpra sua pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.Além do ex-presidente, também tiveram a prisão executada os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. Todos foram considerados integrantes do núcleo militar da trama golpista.O ex-ministro da Justiça Anderson Torres também foi detido. Já o general Braga Netto permanece preso preventivamente desde dezembro de 2024, por tentativa de interferir na delação de Mauro Cid, e seguirá em um quartel no Rio.A finalização formal do processo ainda será analisada em sessão virtual pelos demais ministros da Primeira Turma.The post Múcio diz que condenação de Bolsonaro encerra “um ciclo” e não abala Forças Armadas appeared first on InfoMoney.
