O mercado de suplementos alimentares se tornou um gigante no Brasil, impulsionado por promessas de saúde imediata, mais energia no dia a dia e resultados rápidos na academia. Mas, por trás desse universo colorido de embalagens chamativas e slogans agressivos, a Anvisa encontrou um cenário bem menos inspirador: dois terços dos produtos avaliados até julho de 2025 apresentavam algum tipo de irregularidade.Os dados, reunidos pela agência e compilados pelo G1, mostram que o problema não está em casos isolados. É algo sistêmico. Falta teste de pureza, os estudos que garantem estabilidade muitas vezes não existem e, em alguns casos, aparecem ingredientes que simplesmente não poderiam estar ali. Leia tambémValor do seguro-desemprego atualizado: saiba calcular o que entra no seu bolsoO valor do seguro-desemprego é atualizado todos os anos, e combina média salarial com tempo de trabalhoCom a nova ficha digital de hotéis, viajante pode adiantar check-in pela conta gov.brEle substituirá a velha ficha em papel, passando seu uso a ser obrigatório em todos os meios de hospedagem do País Em um mercado que movimenta bilhões e que cresce mais rápido do que a capacidade do Estado de fiscalizar, a sensação é de que a expansão aconteceu sem que as regras acompanhassem o ritmo.E esse crescimento não é pequeno. Conforme a ABIAD, o consumo de suplementos aumentou quase 300% na última década. São vitaminas, proteínas, compostos para emagrecer, pílulas de “energia”, cápsulas antiestresse, uma lista infinita pensada para um público cada vez mais preocupado com bem-estar. O problema é que, junto da popularização, veio também uma avalanche de produtos que não cumprem requisitos mínimos de segurança. Entre 2020 e 2025, 63% das investigações da Anvisa em alimentos envolveram suplementos.Riscos reaisO excesso de vitaminas lipossolúveis pode sobrecarregar o fígado. Estimulantes escondidos na composição aumentam pressão arterial e causam arritmias. Produtos vendidos como “naturais” podem carregar substâncias farmacológicas não declaradas. Recentemente, duas marcas — Insuzin e Prostnar — foram retiradas do mercado justamente por esse tipo de fraude.Mesmo com esse cenário delicado, a Anvisa decidiu estender até setembro de 2026 o prazo para que as empresas se adaptem a todas as exigências técnicas. A justificativa aponta haver poucos laboratórios no país com capacidade para realizar todos os testes necessários. O órgão reforça, porém, que a prorrogação não significa suspensão da fiscalização e que suplementos lançados desde 2024 já devem seguir as regras mais rígidas.Para quem compra, sobra a dúvida sobre como se proteger. A orientação da Anvisa é clara: buscar o número de notificação no rótulo, desconfiar de promessas fáceis, checar quem fabrica e sempre verificar se o produto está registrado no site oficial. Comprar em lojas confiáveis, e não em redes sociais, é parte essencial do cuidado.The post Alerta vermelho: 65% dos suplementos reprovam em testes da Anvisa appeared first on InfoMoney.
