Itália admite falta de mão de obra e facilita acesso a vistos para descendentes

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A Itália, que há anos endurecia suas normas de imigração, foi obrigada a recalibrar a rota. Com uma população que envelhece rapidamente e um mercado de trabalho carente de profissionais, o governo de Giorgia Meloni adotou uma guinada: abrir espaço para descendentes de italianos que vivem no exterior. A mudança contrasta com a política recente, marcada por restrições ao reconhecimento de cidadania e pelo controle rígido sobre a entrada de estrangeiros.O novo mecanismo foi oficializado em 24 de novembro. A regra cria um canal especial de vistos de trabalho, sem limite numérico por país, para descendentes de italianos em sete nações historicamente ligadas à migração: Brasil, Argentina, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Venezuela e Uruguai. Leia tambémLatam cancela voos entre Cusco e Lima e torcedores temem perder final da LibertadoresCompanhia aérea alega fechamento temporário do aeroporto de Cusco e promete reacomodar passageiros antes da finalVenezuela será próximo? De Malvinas ao Paraguai, relembre conflitos na América LatinaVeja quais foram as últimas guerras, fronteiras contestadas e crises diplomáticas que moldaram o mapa latino-americano, em meio ao temor de mais um conflito na regiãoÉ uma abertura que não existia e que contorna o tradicional decreto flussi, norma que estabelece o número de autorizações de trabalho concedidas anualmente.Atualmente, o flussi fixa o teto de admissões para três anos. Entre 2023 e 2025, são 452 mil permissões para trabalho sazonal, não sazonal e autônomo, e, apenas em 2025, o limite é de 151 mil estrangeiros. Com o novo canal, descendentes desses sete países deixam de disputar vagas dentro dessa cota, desde que apresentem um contrato de trabalho válido na Itália.A interpretação mais aceita é que a mudança contempla descendentes a partir de bisnetos, já que filhos e netos de italianos nascidos com cidadania possuem processos próprios para reconhecimento. Mesmo assim, quem não se enquadra nessa categoria continua submetido às limitações do flussi, um fator relevante para o Brasil, onde estima-se haver cerca de 30 milhões de descendentes de italianos.Para ingressar no novo regime, é preciso reunir documentação que comprove a linhagem familiar — certidões de nascimento, casamento e óbito — e uma proposta de emprego de uma empresa italiana. Um ponto adicional pesa a favor dos brasileiros: o tempo de trabalho na Itália pode ser somado às contribuições feitas no Brasil para fins de aposentadoria, graças ao acordo previdenciário entre os dois países. The post Itália admite falta de mão de obra e facilita acesso a vistos para descendentes appeared first on InfoMoney.

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