Os Correios suspenderam a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões junto a um sindicato formado por cinco bancos — Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra — devido ao custo elevado das taxas de juros. As informações são dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo.O Tesouro Nacional comunicou à estatal que não concederia a garantia soberana para a operação, pois as taxas ultrapassaram o limite máximo permitido, fixado em 120% do CDI, enquanto a proposta estava próxima de 136% do CDI.Leia tambémGoverno deve flexibilizar meta das estatais em 2026 para acomodar rombo dos CorreiosAfrouxamento evita novo bloqueio de despesas em ano eleitoral, mas eleva risco fiscal e preocupa ala econômicaA operação de crédito, aprovada pelo conselho de administração dos Correios no último sábado (29), dependia da garantia do Tesouro Nacional, que atua como fiador, reduzindo o risco para as instituições financeiras. Apesar de a empresa ainda não ter protocolado formalmente o pedido de aval, já apresentou seu plano de reestruturação e as condições do empréstimo. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, foi convocado para reunião no Ministério da Fazenda, onde foi informado da rejeição das condições atuais.Com a suspensão da contratação, a estatal notificou os bancos e busca retomar as negociações para tentar reduzir as taxas de juros. Caso não haja acordo para um custo menor, os Correios poderão necessitar de um aporte direto do Tesouro Nacional para honrar suas obrigações de curto prazo, o que demandaria recursos orçamentários e o cumprimento das regras fiscais vigentes, como limites de despesas e metas de resultado primário.Até setembro de 2025, a estatal registrou um saldo negativo de R$ 6,1 bilhões, enfrentando dificuldades para equilibrar seu caixa e honrar compromissos com fornecedores.The post Correios suspendem empréstimo de R$ 20 bilhões por custo das taxas de juros appeared first on InfoMoney.
