A performance das ações da Vale (VALE3) na última década mostra que a mineradora segue entre os ativos mais importantes para quem mira o longo prazo na bolsa brasileira.Considerando o período dos último dez anos, que investiu e segurou o papel até dezembro deste ano, registrou uma valorização de até 923%.Os dados fazem parte de um levantamento realizado por Norberto Sangalli, assessor de investimentos da Nippur Finance.Confira os retornos acumulados:R$ 10 mil aplicados teriam se transformado em R$ 102.342;R$ 20 mil alcançariam R$ 204.684;R$ 30 mil resultariam em R$ 307.026.Para Sangalli, o desempenho robusto no período reflete a combinação entre demanda global por minério de ferro, disciplina operacional e resiliência da companhia mesmo após eventos críticos. “A Vale atravessou momentos desafiadores, mas quem permaneceu investido colheu um retorno expressivo. O longo prazo continua sendo o fator decisivo na renda variável”, afirma.Maior produtora de minério de ferro e níquel do mundoA Vale está entre as maiores companhias do mundo, em seu segmento de atuação, e opera ativos logísticos estratégicos, como ferrovias, portos e terminais marítimos. A empresa atua em mineração de ferro, níquel, cobre, carvão e metais essenciais para transição energética — como o próprio níquel, usado em baterias de veículos elétricos.A companhia é uma das maiores exportadoras do Brasil, responsável por uma fatia significativa da pauta comercial do país, com forte exposição ao mercado asiático, especialmente à China. Seu desempenho financeiro costuma acompanhar a demanda global por commodities e movimentos no preço internacional do minério.No mercado de capitais, a relevância é ainda maior: VALE3 está entre as ações com maior peso no Ibovespa, influenciando diretamente o humor da bolsa brasileira. Também figura entre os ativos mais negociados do mercado, com grande participação de investidores institucionais, estrangeiros e pessoas físicas.Sangalli destaca que a Vale é um ativo estruturante na carteira de muitos investidores. “Trata-se de uma empresa de escala global, com forte geração de caixa e posição dominante no setor. Para quem monta portfólio com visão estratégica, VALE3 costuma ser um pilar importante”, observa.Rentabilidade x volatilidade: os desafios do caminhoApesar dos ganhos acumulados em dez anos, os investidores que entraram na ação em ciclos mais curtos enfrentaram oscilações relevantes. A Vale passou, no período, por acidentes operacionais graves, desastres ambientais, ajustes regulatórios, processos de indenização e oscilações nos preços do minério, todos fatores que impactaram diretamente a cotação.Para Sangalli, entender essa dinâmica é essencial. “A volatilidade faz parte da tese de investimentos em commodities. Quem entra nesse setor precisa estar preparado para ciclos. A recompensa aparece, mas o caminho nunca é linear”, afirma.Veja mais: Tipos de renda na previdência privada: como escolher o formato que combina com vocêE também: Quanto você teria se investisse o valor que gastou na Black Friday de 2022 em BitcoinPor que a Vale segue atraindo investidores de longo prazoMesmo diante dos riscos de curto prazo, a companhia permanece como uma das queridinhas dos investidores que buscam:forte geração de caixa;potencial de pagamento de dividendos elevados;exposição ao mercado global de commodities;posição dominante em um setor estratégico.Sangalli reforça que a tese de longo prazo continua sólida. “Vale segue sendo um ativo central para quem acredita no crescimento global, especialmente de economias emergentes. Sua operação, escala e relevância no comércio exterior brasileiro criam uma combinação difícil de ignorar”, conclui.The post Quanto você teria hoje se tivesse investido na Vale (VALE3) há dez anos? appeared first on InfoMoney.
