As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em alta na manhã desta terça-feira (20), pressionadas por um movimento global de venda de títulos públicos, após a forte elevação dos rendimentos dos Treasuries e uma liquidação nos bonds japoneses, que contaminou os mercados internacionais de dívida.Entre os títulos prefixados, a alta é generalizada. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 13,12% ao ano, ante 13,08% na segunda-feira. Já o Tesouro Prefixado 2032 subiu de 13,71% para 13,79%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2035 avançou de 13,82% para 13,89%.Nos papéis atrelados à inflação, o avanço também é disseminado. O Tesouro IPCA+ 2029 passou de 7,96% para 8,00% de juro real, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 subiu de 7,33% para 7,42%. No longo prazo, o Tesouro IPCA+ 2050 avançou de 7,06% para 7,12% ao ano além da inflação, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de 7,33% para 7,40%.A curva de juros local sofre pressão da alta dos rendimentos dos Treasuries, após a reabertura do mercado americano depois do feriado de segunda-feira. O yield do título de dez anos avançava cerca de 7 pontos-base, para a faixa de 4,30%, enquanto os papéis de 30 anos subiam cerca de 10 pontos-base, alcançando níveis não vistos em mais de quatro meses.A pressão ganhou força após uma liquidação intensa nos títulos do governo do Japão, com os rendimentos dos papéis de vencimento mais longo atingindo máximas históricas, o que afetou mercados de dívida ao redor do mundo. O movimento levantou preocupações sobre a realocação de capital de investidores japoneses, tradicionalmente relevantes no mercado global de títulos.Além disso, o cenário externo segue marcado pelo aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e países europeus, após novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump envolvendo negociações sobre a Groenlândia. O aumento da incerteza reforçou o ajuste nos prêmios de risco globais, pressionando as curvas de juros, inclusive no Brasil.O movimento ocorre antes de um novo leilão semanal de LFT (Tesouro Selic) e NTN-B (Tesouro IPCA+), às 11h30. A expectativa é que, dada a elevação das taxas, o Tesouro Nacional seja obrigado a reduzir sua oferta de NTN-B.Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h23 desta terça-feira (20):TítuloRendimento AnualVencimentoTesouro Selic 2028SELIC + 0,0445%01/03/2028Tesouro Selic 2031SELIC + 0,099%01/03/2031Tesouro Prefixado 202813,12%01/01/2028Tesouro Prefixado 203213,79%01/01/2032Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203513,89%01/01/2035Tesouro IPCA+ 2029IPCA + 8,00%15/05/2029Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035IPCA + 7,76%15/05/2035Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,42%15/08/2040Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,40%15/05/2045Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,12%15/08/2050Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,32%15/08/2060The post Tesouro Direto: taxas sobem e IPCA+ volta a pagar 8% com pressão de EUA e Japão appeared first on InfoMoney.
