A expectativa de início de um novo ciclo de afrouxamento monetário, combinada com a proximidade das eleições presidenciais e com a atenção redobrada do mercado à política fiscal, deve manter o ambiente de investimentos marcado por volatilidade ao longo de 2026. É o que aposta a Valora Investimentos, gestora que foi destaque em três categorias na primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney. A casa levou o primeiro lugar entre os melhores fundos de Fiagro e entre os melhores fundos de fundos (FOF), além do segundo lugar entre os melhores FII de papel.Leia também: Premiação Outliers InfoMoney: O ‘Oscar das Assets’ está de volta em 2026 A gestora encerrou 2025 com R$ 25,9 bilhões em ativos sob gestão, consolidando sua posição entre as casas mais relevantes do mercado de crédito estruturado no Brasil, com forte presença em fundos de recebíveis, imobiliários, infraestrutura e previdência. Para a Valora, neste ano o cenário ainda tende a ser favorável na margem, sustentado pela queda gradual dos juros, inflação mais próxima da meta e um Produto Interno Bruto (PIB) que segue resiliente.“Teremos um ano com muita oscilação, com os olhos voltados para o Copom e para o processo eleitoral. Do lado positivo, esperamos inflação mais comportada, início de um ciclo de cortes de juros e atividade econômica surpreendendo. Por outro, é fundamental acompanhar a dinâmica dos gastos públicos, o déficit fiscal e possíveis flutuações do câmbio.”— diz Daniel Pegorini, CEO e sócio-fundador da ValoraVOTE AGORA E AJUDE A TRANSFORMAR SUA PREFERÊNCIA EM RESULTADO EM 2026Esse pano de fundo macroeconômico tem influenciado diretamente a alocação dos investidores, que continuam priorizando a renda fixa e produtos ligados ao crédito privado, infraestrutura e fundos imobiliários, em linha com a tendência observada ao longo de 2024 e 2025.Captação recorde e protagonismo em crédito e infraestruturaEm um ano marcado pela migração consistente de recursos para produtos de menor volatilidade e com retorno real atrativo, a Valora teve como destaques de captação os fundos Valora Previdenciário, Valora Guardian, Valora CDI Infra, além dos fundos imobiliários e de infraestrutura listados e cetipados.Segundo Pegorini, o movimento reflete a busca do investidor por previsibilidade em um ambiente ainda sensível a ruídos fiscais e políticos. “O fluxo continua gravitando ao redor da renda fixa, especialmente em estratégias de crédito e infraestrutura, que oferecem boa relação entre risco e retorno e proteção em cenários mais incertos”, acrescenta.No campo da performance, alguns veículos se destacaram mesmo em um mercado seletivo e com episódios pontuais de estresse. Entre eles estão o fundo imobiliário VGIA11, o fundo de infraestrutura VGIE, o Valora Vanguard e o VGIR11, que conseguiram entregar retornos consistentes em meio à reprecificação dos ativos e à maior exigência por qualidade de crédito.VOTE AGORA E AJUDE A DEFINIR A GESTORA VENCEDORA DO VOTO POPULAR DE 2026Fundos imobiliários e crédito ganham espaço com perspectiva de queda da SelicA perspectiva de cortes graduais na taxa Selic ao longo de 2026 tem reforçado o interesse por fundos imobiliários e de recebíveis, segmento no qual a Valora construiu sua especialização ao longo da última década. A queda dos juros tende a reduzir o custo de financiamento, valorizar ativos reais e destravar operações, ao mesmo tempo em que mantém o carrego atrativo dos fundos de papel e de infraestrutura.“O investidor está mais criterioso, mas continua vendo oportunidades em crédito estruturado, FIIs e fundos de infraestrutura, principalmente aqueles com boa diversificação, garantias sólidas e gestão ativa”, afirma o executivo.De acordo com ele, apesar da expectativa de um cenário positivo na margem, eventos de crédito devem continuar surgindo, em função do ambiente ainda desafiador para algumas empresas mais alavancadas. “Podemos ter episódios de turbulência, mas não enxergamos risco sistêmico. O mercado está mais maduro, com melhor precificação de risco e estruturas mais robustas”, ressalta.Leia mais: Valora vê mais espaço para oportunidades do que ameaças ao investidor no BrasilVolatilidade, eleições e risco fiscal Para 2026, a principal fonte de incerteza segue sendo o quadro fiscal e o impacto das decisões políticas sobre a trajetória da dívida pública e do câmbio. O processo eleitoral tende a aumentar a sensibilidade dos ativos a qualquer sinalização relacionada a gastos, arcabouço fiscal e condução da política econômica.“O mercado vai reagir muito às discussões sobre responsabilidade fiscal e à condução da política monetária. A combinação entre eleições e decisões do Copom deve manter a volatilidade elevada, exigindo gestão ativa e seleção criteriosa de ativos”, avalia Pegorini.Ainda assim, a leitura da Valora é de que o ambiente base continua construtivo, com inflação convergindo para a meta, espaço para redução dos juros e crescimento econômico acima do que se projetava há alguns meses, o que tende a sustentar a atratividade da renda fixa e dos ativos de crédito.VOTE AGORA E AJUDE A DETERMINAR A MELHOR GESTORA NA PREMIAÇÃO DE 2026Estratégia mira consistência e proteção em um ciclo de transiçãoDiante desse cenário, a gestora afirma que seguirá focada em estratégias que combinem retorno recorrente, controle de risco e exposição a setores defensivos, como infraestrutura, imobiliário e crédito com garantias reais.“Esperamos um ano positivo na margem, com o investidor ainda privilegiando a renda fixa, mas já começando a olhar, de forma gradual, para ativos que se beneficiam da queda dos juros. Nosso foco é atravessar esse período de transição com portfólios bem estruturados e preparados para diferentes cenários”, conclui o CEO da Valora.Confira a seguir a entrevista completa concedida ao InfoMoney em julho de 2025Saiba mais: Premiação Outliers InfoMoney – veja o regulamento e finalistas do “Oscar das Assets”E também: Confira os indicados nas categorias Melhor Gestora, de ativos internacionais e alternativosThe post Valora vê 2026 com queda da Selic, risco fiscal e oportunidades na renda fixa appeared first on InfoMoney.
