Os investidores continuam receosos em relação à Sabesp (SBSP3) e o impacto do regime de chuvas no abastecimento do estado de São Paulo. Ao longo dos últimos meses, o Sistema Cantareira chegou a ficar abaixo dos 20% da sua capacidade total. Em paralelo, no acumulado do ano, as ações da companhia caíram 7%, conforme os níveis dos reservatórios diminuíam.Apesar da imprevisibilidade em relação aos níveis de chuva e o reabastecimento do Cantareira, em específico, o JPMorgan reforça o otimismo em sua avaliação. De acordo com o banco, a empresa está munida de ferramentas para driblar o que há de imprevisível e dar mais segurança aos investidores.Em novo relatório, o banco reforçou a recomendação de overweight (acima da média), com novo preço-alvo de R$ 152 para o final de 2026.Leia tambémBradesco projeta forte crescimento das farmacêuticas em 2026 com impulso do GLP-1BBI projeta crescimento robusto de receita e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2026“Nossa visão construtiva baseia-se principalmente no que é previsível”, explica o banco. O primeiro argumento diz respeito ao próprio modelo de distribuição de água, com o Sistema Integrado Metropolitano (SIM). Essa estrutura combina os reservatórios da Sabesp para além do Sistema Cantareira. Esses outros reservatórios representam cerca de 50% do total do abastecimento e vêm se beneficiando de afluências acima da média histórica, aumentando a quantidade de água disponível para os consumidores.Agora no mês de janeiro, por exemplo, a afluência de água no Sistema Integrado da Sabesp ficou próxima da média histórica agregada. Conforme o relatório, os outros reservatórios mais do que compensaram a menor afluência do Cantareira. Nos próximos 24 meses, a empresa pretende incluir novas transferências de água que devem adicionar +9 m³/s (cerca de 12% da produção total).Modelo de negócio reduz riscosDo lado do negócio, o banco também destaca que o arcabouço regulatório pós-privatização da Sabesp tem limitado os riscos de queda “econômica”. De acordo com os analistas, em um cenário de menores volumes comercializados, o impacto negativo sobre os resultados de curto prazo seria compensado em revisões tarifárias futuras.O novo modelo regulatório permite que as tarifas sejam definidas com base em volumes históricos de vendas. Em um cenário adverso, como o de uma crise hídrica mais profunda, por exemplo, a regulação prevê que a Sabesp aplique compensações financeiras por meio de revisão tarifária extraordinária, mediante aprovação da agência reguladora.O JPMorgan destaca que os riscos de execução de melhorias operacionais e o risco político, com a participação significativa do governo do estado, são pontos de atenção.Eventuais frustrações dos investidores com governança corporativa, com o ritmo de melhora da rentabilidade e com a cobertura tarifária podem levar a uma performance inferior à do mercado. Ao mesmo tempo que ruídos com as eleições municipais podem afetar a reputação da companhia.The post JPMorgan reforça compra para Sabesp mesmo com ‘risco Cantareira’; entenda appeared first on InfoMoney.
