A combinação entre cortes de juros domésticos e um dólar lá fora mais fraco tem atraído os olhares de investidores estrangeiros para o Brasil. Em uma pesquisa com cerca de 20 agentes, o Itaú BBA testou a temperatura do mercado para as ações brasileiras e notou um vácuo quando o assunto é varejo.Mesmo com a animação em relação aos negócios do país, os investidores têm prestado atenção aos desafios que o Brasil deve enfrentar esse ano e como isso pode afetar os investimentos. As incertezas com o próximo ciclo eleitoral, por exemplo, e toda volatilidade que vem com ela são um dos principais fatores a serem considerados na hora de investir no país.Leia tambémMorgan Stanley vê Suzano como campeã de baixo custo no setor e reitera compraApesar do cenário de preços mais fracos, o banco avalia que a estrutura de custos da companhia deve sustentar a rentabilidade mesmo em ambiente mais desafiador. Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila e tenta sustentar os 179 mil pontosBolsas dos EUA começam a semana sem direção Para proteger os portfólios dessa volatilidade, os investidores têm preferido apostar em Bancos, Utilitites e Commodities. E, nesse movimento, as ações no varejo acabam perdendo força. “Observamos praticamente nenhum interesse por varejo amplo ou ações de consumo discricionário no Brasil”, destacam os analistas.O que há no varejoApesar da indiferença com o setor, o BBA destacou que o humor em relação ao Mercado Livre (BDR: MELI34) tem sido o melhor em meses. A companhia voltou a se destacar depois de enfrentar redução de posições e temores em relação à concorrência, no trimestre anterior.Segundo os analistas, atualmente, há uma clara disposição para aumentar posições ou reentrar no papel da companhia. Parte desse movimento tem sido justificado com o forte crescimento com margens sob controle da empresa. Esse desenvolvimento também tem diminuído o prêmio de risco atribuído à concorrência. “A ação deve apresentar bom desempenho à medida que essa percepção de risco se dissipe”, explicam.O cenário menos competitivo no segmento de joias, em compras virtuais, também se tornou um grande atrativo para as ações da Vivara (VIVA3). De acordo com o banco, o mercado está com uma forte predisposição para a construção de posições nesses níveis, com expetativa de melhora do fluxo de caixa livre (FCF). A principal preocupação em relação à companhia é, de acordo com o relatório, em como a forte alta dos preços do ouro e da prata podem ser repassadas para os preços finais.Outro destaque no varejo é a RD Saúde (RADL3), com uma forte atração de investidores impulsionada pela tese do GLP-1 (classe de medicamentos que podem ajudar no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade). Segundo os analistas, o valuation da companhia está cada vez mais destacado como um ponto de atenção.The post Varejistas estão fora do radar dos estrangeiros em meio a ânimo – mas há preferências appeared first on InfoMoney.
