O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira (28), a neutralidade do Canal do Panamá e criticou a falta de coesão política na América Latina e no Caribe, durante a sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado no Panamá. Em discurso, Lula afirmou que ainda falta convicção às lideranças regionais para a adoção de um projeto mais autônomo de inserção internacional.“A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso, o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória”, disse o petista. “O Brasil avança em ritmo acelerado na implementação do seu programa de Rotas de Integração Sul-Americana. Continuamos empenhados em trabalhar com todos os países vizinhos.”O presidente avaliou que a região não pode desperdiçar oportunidades de debate estratégico em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica e mudanças na ordem econômica internacional.Leia tambémLula encontra presidente eleito do Chile para aprofundamento das relações bilateraisOs dois líderes falaram também sobre reforçar a segurança pública e ações conjuntas de combate ao crime organizado40% acham governo Lula melhor que o de Bolsonaro, diz pesquisa PoderDataLevantamento mostra uma recuperação na avaliação positiva após 15 mesesNa avaliação do presidente, os mecanismos de articulação política regional perderam força ao longo dos últimos anos, o que teria contribuído para o enfraquecimento da integração latino-americana. O presidente voltou a afirmar que os países da América Latina precisam construir um caminho próprio de reinserção na ordem global, superando divisões ideológicas e disputas externas. “Nossas cúpulas se tornaram rituais vazios. A Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) está paralisada, apesar dos esforços do presidente Petro”, disse. “Falta convicção às lideranças regionais.”Segundo Lula, setores estratégicos podem servir de base para um novo modelo de desenvolvimento regional, mais sustentável e integrado às demandas da transição energética global. O petista afirmou que setores como centros de dados, a bioeconomia e os minerais críticos podem contribuir para a construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável na região.No campo econômico, o presidente destacou a estratégia brasileira de diversificação de parceiros comerciais e anunciou a ampliação de negociações com economias emergentes e tradicionais. “Vamos ampliar os acordos com a Índia e o México. Retomamos as tratativas com o Canadá e avançamos nas negociações com os Emirados Árabes Unidos”, disse.The post ‘Brasil defende neutralidade do Canal do Panamá’, afirma Lula appeared first on InfoMoney.
