Reino Unido abre investigação contra X, de Musk, por ‘deepfakes’ e imagens sexuais

Blog

O regulador britânico de proteção de dados, Information Commissioner’s Office, anunciou na terça-feira (3) que abriu uma investigação contra a rede X pela criação de imagens sexuais e deepfakes com o auxílio da Inteligência Artificial Grok. A medida ocorre após relatos de que a IA da plataforma teria sido usada para gerar imagens sexuais sem o consentimento das pessoas e inclusive sobre menores de idades, o que caracteriza pornografia infantil.Em comunicado oficial, o órgão britânico destacou que as preocupações dizem respeito a ausência de salvaguardas adequadas na plataforma para proteger os dados pessoais dos usuários.No Brasil, o Ministério Público Federal, em parceria com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), recomendou medidas imediatas para barrar a produção e distribuição dos conteúdos.Leia tambémLula é desaprovado por 51,4% e aprovado por 46,6%, aponta pesquisa Meio/IdeiaNa avaliação por área de atuação, o melhor resultado se dá na economia, na qual o conceito “bom” foi atribuído por 24% dos eleitoresLula recebe Hugo Motta e líderes da Câmara para jantar na Granja do TortoPlanalto postergou o evento com os senadoresEntre as medidas estão a criação de procedimentos técnicos para identificar, revisar e remover nudes digitais presentes no X, a suspensão imediata das contas envolvidas dos conteúdos, a implementação de mecanismos de denúncia com tempo de resposta adequado e a elaboração de relatório de impacto à proteção de dados pessoais específico para as atividades de geração de conteúdo sintético.O posicionamento dos órgãos segue a onda global de pressão contra a xAI. Desde o começo do ano, a situação gerou investigação, restrição ou suspensão do serviço em diferentes países, como Indonésia, Malásia, União Europeia, Reino Unido, França e Índia, além do Estado da Califórnia (EUA).Nesta semana, polícia da França e a Europol fizeram buscas nos escritórios da rede social X e intimaram o empresário e CEO Elon Musk a depor. Além de Musk, as autoridades também intimaram Linda Yaccarinom, ex-CEO da empresa, a comparecer em uma audiência em 20 de abril, onde ambos devem ser questionados sobre suspeitas de abuso de algoritmos e a criação de ferramentas que possibilitam deepfakes, como o uso da Inteligência Artificial Grok.Em julho, Musk já havia negado as acusações e taxado a operação francesa de “uma investigação criminal motivada politicamente”.O inquérito movido pelo Ministério Público de Paris apura suposta “cumplicidade” da plataforma na disseminação de imagens pornográficas de menores, deepfakes sexualmente explícitos, negação de crimes contra humanidade e manipulação no processamento de dados.The post Reino Unido abre investigação contra X, de Musk, por ‘deepfakes’ e imagens sexuais appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *