Um júri federal em Phoenix, no estado do Arizona, condenou a Uber a pagar US$ 8,5 milhões a uma passageira que afirmou ter sido estuprada por um motorista da plataforma durante uma corrida em 2023. As informações são do The New York Times.A decisão, proferida na quinta-feira (5), representa um teste relevante para a estratégia jurídica da empresa e ocorre em meio a mais de 3 mil processos semelhantes em tramitação nos Estados Unidos. O caso foi movido por uma jovem relatou ter sido violentada em novembro de 2023, quando tinha 19 anos, durante uma corrida solicitada em Tempe, no Arizona. O júri rejeitou a principal linha de defesa da Uber, segundo a qual a empresa não pode ser responsabilizada por atos de motoristas classificados como prestadores de serviço independentes, e não como funcionários.Leia tambémJustiça dos EUA indicia homem por plano de assassinato contra JD VanceAcusado de 33 anos pretendia utilizar um fuzil automático para atacar o vice-presidente e também responderá por posse de arquivos de abuso sexual infantilCondenado por crimes sexuais e mais: de onde veio a fortuna de Epstein?Origem dos valores gera curiosidade em meio às investigações dos crimes cometidos pelo financista Embora o valor da indenização tenha ficado muito abaixo dos US$ 144 milhões pedidos pela acusação, o veredicto é visto como um marco por integrar um conjunto de casos-piloto usados para avaliar, perante um júri, a consistência das acusações contra a empresa. Essas ações fazem parte de um litígio federal que reúne milhares de processos por agressão e má conduta sexual envolvendo corridas da Uber.Durante o julgamento, a Uber foi acusada de negligência em suas práticas de segurança e de falhas no funcionamento do aplicativo. O júri, no entanto, não considerou que a conduta da empresa tenha atingido o patamar de “ultrajante ou opressiva”, o que afastou a aplicação de indenizações punitivas mais severas.Documentos internos apresentados no processo indicaram que a própria Uber havia classificado a corrida da vítima como de maior risco para um incidente grave pouco antes do embarque, sem alertar a passageira. Um executivo da empresa afirmou em juízo que avisos desse tipo seriam “impraticáveis”.Reação da empresa e próximos passosEm nota, o porta-voz da Uber, Matt Kallman, afirmou que a decisão confirma que a companhia “agiu de forma responsável” e investiu em segurança, mas informou que a empresa pretende recorrer do veredicto, alegando falhas nas instruções dadas ao júri.O caso ocorre em um contexto de crescente pressão sobre a Uber por parte de legisladores, investidores e reguladores, que cobram maior responsabilização da empresa diante de um histórico de denúncias de violência sexual envolvendo motoristas da plataforma.O julgamento não cria obrigação automática para os demais processos em andamento, mas é visto como um sinal relevante para negociações futuras e para a estratégia jurídica da companhia. The post Uber é condenado a indenizar passageira em caso de estupro cometido por motorista appeared first on InfoMoney.
