Israel mais do que dobrou o número de tropas ao longo de sua fronteira com o Líbano desde 1º de março e está revistando casas em vilarejos do sul libanês já esvaziados após ordem de retirada dos moradores, disse um comandante israelense sênior nesta quarta-feira (18).Enquanto aviões de guerra israelenses bombardeavam Beirute em operações contra o Hezbollah — que se tornaram o desdobramento mais letal da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã — era possível ver densa fumaça subindo de vilarejos no sul do Líbano, ao mesmo tempo em que tropas disparavam artilharia através da fronteira.Leia tambémEUA x Irã: confira o que marcou o 19º dia de guerra no Oriente MédioNesta quarta-feira (18), o foco dos ataques foi a infraestrutura de energia do Irã e dos países do Golfo Pérsico, marcando um novo momento da guerraFuturo do Brent bate os US$ 111 após ataque do Irã a infraestrutura no Oriente MédioO Irã ameaçou atacar instalações no Catar, Arabia Saudita e Emirados Árabes mais uma vezCentenas de milhares de libaneses fugiram do sul do país desde que Israel ordenou a retirada das pessoas da área ao sul do rio Litani, considerada por Israel um reduto do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. A organização vem disparando foguetes contra Israel desde que entrou na guerra, em apoio a Teerã, em 2 de março.“O plano é garantir que o Hezbollah não tenha infraestrutura militar”, afirmou o comandante, cujo nome foi omitido pelos militares israelenses por motivos de segurança.O comandante, que falou à Reuters em Eilon, cidade israelense a quatro quilômetros da fronteira, é responsável pela guerra de infantaria no Líbano e se recusou a dizer quantos soldados Israel já posicionou na área.Ao descrever as fortificações militares dentro do Líbano como “posições defensivas”, ele disse que as tropas estavam revistando “os vilarejos para ver se o Hezbollah escondeu armas ou centros de comunicação”.Questionado se isso inclui revistar casas cujos moradores haviam fugido após ordens israelenses, o comandante respondeu: “Em alguns casos, eles esconderam suas armas nas casas. Não temos escolha a não ser nos certificarmos de que aquela casa não é uma instalação militar.”O Hezbollah nega publicamente o uso de infraestrutura civil para armazenamento de armas. O grupo acusa Israel de destruir casas para impedir o retorno dos libaneses, o que Israel nega. Muitos vilarejos no sul do Líbano foram completamente destruídos.Dois soldados israelenses foram mortos desde o início das operações no sul do Líbano, segundo o Exército israelense.Pelo menos 968 pessoas foram mortas no Líbano desde o início dos ataques de Israel, de acordo com autoridades libanesas.O Hezbollah não tem fornecido atualizações regulares sobre as baixas entre seus combatentes. Na segunda-feira (16), um integrante do grupo disse à Reuters que pelo menos 46 pessoas haviam sido mortas até aquele momento.O Exército israelense avança lentamente pelo sul do Líbano, com o objetivo de limpar completamente a cidade de Khiyam como primeiro passo antes de avançar em direção ao rio Litani, segundo uma fonte de segurança libanesa e uma autoridade estrangeira que acompanha os desdobramentos no local.Questionado se Israel pretende estabelecer posições até o Litani, o comandante disse que essa decisão não cabe a ele. Caso recebam ordens, acrescentou, as tropas estarão “preparadas para realizar todos os tipos de operações”.O Exército de Israel não comentou imediatamente suas operações em Khiyam, a cerca de 5 km da fronteira libanesa, em frente à cidade israelense de Metula.Ao longo da fronteira, nas proximidades de Metula, a Reuters observou diversas fortificações militares israelenses escavadas em encostas, com fileiras de tanques, veículos de transporte de tropas armados e escavadeiras.A fumaça subiu de Khiyam durante todo o dia desta quarta-feira, e muitos dos prédios na parte sul da cidade foram reduzidos a escombros. Uma cidade vizinha permanece em ruínas devido aos ataques israelenses de 2024.The post Israel dobra tropas na fronteira e revista casas em vilarejos vazios no sul do Líbano appeared first on InfoMoney.
