Após renunciar ao mandato e tornar-se inelegível até 2030, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que sempre atuou “dentro da legalidade” e pretende recorrer da decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral.Em nota divulgada na rede X, o ex-governador fluminense afirmou ter plena convicção de que governou com responsabilidade e “absoluto compromisso com a população”.Leia tambémVorcaro salvou em celular minuta de documento do TCUDocumento obtido pelo O Globo suspenderia qualquer decisão do Banco Central envolvendo o Banco MasterCaiado tem segurança e agro como trunfos, mas desafio é tirar votos de FlávioSem Ratinho, governador de Goiás foi escolhido por conselho do partido para disputar Planalto; Kassab se reúne nesta quarta com Leite“Recebo com grande inconformismo a decisão que hoje. vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no 1º turno das eleições de 2022”, destaca trecho.Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população. Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses (…)— Cláudio Castro (@claudiocastroRJ) March 25, 2026“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, conclui.Na terça-feira (24), o TSE julgou recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu o ex-governador e os outros acusados.A investigação do Ministério Público Eleitoral do Rio apontou 27 mil contratações sem transparência de funcionários temporários que atuariam no Ceperj e na Universidade do Estado do Rio (Uerj). As vagas acomodariam aliados do governador Cláudio Castro, de olho na reeleição. O suposto esquema teria a participação de Rodrigo Bacellar (União), presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).O caso foi julgado em maio de 2024 pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Por 4 votos a 3, o tribunal decidiu que não ficaram comprovados abusos de poder por parte dos acusados para a obtenção de vantagens eleitorais no pleito de 2022. Com a negativa, recursos do MPE e também da coligação que apoiou Marcelo Freixo, candidato derrotado na disputa pelo governo do Rio, levaram o caso ao TSE.Em novembro, o MP sustentou que houve uso indevido de verbas públicas e abuso de poder político durante o período eleitoral. O órgão também pediu a cassação e inelegibilidade por oito anos de Castro, de Bacellar e outros acusados. O julgamento desta terça-feira, que culminou na inelegibilidade de Castro, foi marcado por uma série de recados da Justiça Eleitoral. Entre eles, a ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, criticou o que chamou de “casos continuados” em que governantes do Rio de Janeiro não terminam seus mandatos ou saem dos cargos, como o caso de Castro, em razão da conclusão de processos “sobre práticas absolutamente contrárias a tudo o que se põe na Constituição e na lei”.Mesmo que reverta a decisão na Justiça Eleitoral, Castro não poderá voltar a governar o Rio de Janeiro sem conquistar um novo mandato. O ex-governador renunciou ao cargo na segunda-feira (23), um dia antes do julgamento que marcou sua inelegibilidade.The post “Sempre governei dentro da legalidade”, diz Castro após inelegibilidade appeared first on InfoMoney.
