A condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral, que o tornou inelegível até 2030, levou o PL a iniciar, de forma reservada, a discussão de alternativas para a disputa ao Senado no Rio de Janeiro em 2026. Nos bastidores, aliados do senador Flávio Bolsonaro passaram a defender o nome do ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi como opção caso o cenário jurídico não seja revertido.A preferência por Curi, segundo esses interlocutores, passa pela combinação de lealdade política, perfil alinhado à pauta de segurança, tema que deve ser central na campanha presidencial de Flávio a partir de agosto.Leia tambémLula sonda ala lulista do MDB sobre a filiação de Pacheco para disputa em MinasLula pediu um panorama da situação do MDB nos Estados e perguntou como poderia ajudar a sigla nas disputas regionaisTSE afirma que eleição para o governo do Rio será indireta após renúncia de CastroRegras do pleito estão em debate em julgamento no plenário virtual do STFA Corte condenou Castro por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022, ao entender que houve uso de estruturas da Fundação Ceperj e da Uerj para financiar cabos eleitorais. A decisão foi tomada por cinco votos a dois e ainda cabe recurso.Publicamente, o partido mantém o ex-governador como prioridade. Ao GLOBO, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, condicionou a manutenção da candidatura à reversão da condenação:— O partido não vai correr risco. Cláudio só sai se ganhar o recurso.Nos bastidores, porém, a avaliação é que a legenda não pode depender exclusivamente do desfecho judicial e precisa ter uma alternativa estruturada. É nesse contexto que o nome de Felipe Curi passou a circular com mais força no entorno de Flávio Bolsonaro.Delegado de carreira, Curi ganhou projeção ao comandar a Polícia Civil do Rio durante o governo Castro, com atuação em operações contra o crime organizado e interlocução com a área de segurança pública, uma das principais bandeiras do bolsonarismo no estado.Sem mandato, é visto como um nome de menor resistência interna, por não exigir rearranjos entre parlamentares da bancada, que teriam de abrir mão de suas próprias candidaturas em cima da hora. Interlocutores do partido afirmam ainda que ele combina perfil técnico com alinhamento político ao grupo.Além de Curi, também são cogitados o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o líder na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Carlos Portinho (PL-RJ). A avaliação interna, porém, é que parlamentares com mandato tendem a resistir a deixar suas candidaturas proporcionais, o que reforça o nome de Curi no entorno de Flávio Bolsonaro, que deve centralizar as articulações no estado.Os próximos passosApesar da decisão desfavorável no TSE, Castro ainda poderá recorrer e, na prática, disputar o pleito “sub judice”, a depender das medidas adotadas por sua defesa.O primeiro movimento deve ser a apresentação de embargos de declaração ao próprio tribunal, recurso usado para esclarecer pontos da decisão e que pode, na prática, adiar o fim do processo. Em paralelo, os advogados também podem acionar o Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de violação à Constituição.A defesa ainda pode tentar obter uma decisão liminar para suspender os efeitos da condenação, o que permitiria a Castro registrar candidatura normalmente.Na prática, isso significa que, mesmo condenado, Castro poderá disputar o Senado em 2026. Se conseguir reverter ou suspender a decisão até a diplomação, poderá assumir o cargo. Caso contrário, se a inelegibilidade estiver mantida e sem efeito suspensivo, ele não poderá ser diplomado, etapa que ocorre, em geral, em dezembro.Segundo interlocutores do PL, a ideia é esperar o desfecho dos primeiros recursos, antes de tomar novos rumos internos.The post Do delegado Felipe Curi a parlamentares, entenda as opções do PL ao Senado do Rio appeared first on InfoMoney.
