O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, o registro da federação formada por União Brasil e Progressistas (PP), consolidando a maior bancada do Congresso Nacional. A decisão foi tomada nesta semana, com voto favorável da relatora Estela Aranha, acompanhado pelos demais ministros da Corte.Com a formalização, a nova estrutura partidária passa a reunir 103 deputados e 12 senadores, totalizando 115 parlamentares. O número supera o do PL, que hoje soma 106 integrantes entre Câmara e Senado e liderava como maior força individual no Legislativo.A aprovação ocorre dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral, que determina a formalização de federações até seis meses antes do pleito. As eleições de 2026 estão marcadas para 4 de outubro, o que coloca a aliança apta a atuar já no próximo ciclo eleitoral.Leia tambémPL nomeia réu por tentativa de homicídio para comandar juventude em SEIndicação de Flávio Rodrigues ocorre enquanto processo avança para júri popular em AracajuPresidente do PL no Paraná deixa sigla após filiação de Moro: ‘Sou coerente’Fernando Giacobo afirma que decisão ocorreu por conta das críticas do ex-juiz ao governo Bolsonaro quando deixou o Ministério da JustiçaA criação da federação vinha sendo negociada desde 2025 e enfrentou resistências internas, principalmente em disputas regionais e questões judiciais. O entendimento final entre as siglas destrava uma articulação que amplia o peso político do bloco no Congresso e na definição de alianças nacionais.Em nota divulgada após a decisão do TSE, a federação afirmou que a união busca “fortalecer a governabilidade, ampliar a representatividade política e apresentar ao país uma agenda comum voltada ao desenvolvimento econômico, à estabilidade institucional, à disciplina fiscal e ao fortalecimento da democracia”.O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também destacou o avanço da aliança. “Essa federação nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros”, afirmou.Apesar do tamanho no Congresso, o grupo ainda não definiu estratégia para a disputa presidencial. A federação avalia se apoiará uma candidatura de outro partido ou se lançará um nome próprio, decisão que deve influenciar diretamente a configuração das alianças em 2026.O movimento ocorre após o afastamento gradual das duas siglas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). União Brasil e PP chegaram a integrar a base, mas com apoio fragmentado, e passaram a defender o desembarque em 2025. Ambos mantinham espaços na Esplanada, mas mudanças internas e conflitos políticos reduziram essa presença.A nova federação também reúne lideranças com histórico recente no governo Jair Bolsonaro, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, e mantém posição favorável à anistia do ex-presidente em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.Com a oficialização, União e PP passam a atuar de forma conjunta por pelo menos quatro anos, compartilhando decisões estratégicas, tempo de televisão e recursos partidários, o que tende a ampliar sua influência nas negociações políticas e eleitorais no curto prazo.The post TSE aprova federação União-PP, que vira maior força no Congresso appeared first on InfoMoney.
