A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) descartou que o furto de vírus ocorrido na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) tenha causado uma emergência em saúde. Segundo nota divulgada pela agência nesta segunda-feira (30), a avaliação foi feita com base nas informações disponíveis até o momento.“Em que pese o fato de a Anvisa não ser a responsável pela fiscalização de laboratórios de pesquisa científica e experimental, os técnicos da agência não constataram, com base nas informações disponíveis até o momento, a hipótese de emergência de saúde em decorrência desse material”, diz o comunicado.Leia tambémPreços de remédios podem subir até 3,81% com reajuste em abril; entendaReajuste médio vai ficar em 1,95%, segundo cálculo do Sindusfarma, sindicato da indústria. Seria a menor alta dos últimos dez anos. Medicamentos com mais concorrência devem sofrer aumento maiorVórtice Ciclônico em Altos Níveis: fenômeno traz fortes chuvas para SP e mais EstadosSistema de baixa pressão em altitude provoca chuvas fortes, granizo e trombas d’água entre terça e sexta-feira; Inmet emite alerta laranja para SP, PR, RJ e SCA Anvisa também informou que fez a análise a pedido da Polícia Federal, integrando a ação de busca pelas amostras retiradas de um laboratório da Unicamp na semana passada. A agência disse ainda que não pode fazer mais comentários sobre as investigações porque o inquérito corre sob sigilo.Relembre o casoA professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, são suspeitos de furtar material biológico da universidade. Soledad foi presa pela Polícia Federal.O desaparecimento de caixas contendo amostras virais foi constatado no dia 13 de fevereiro. O material posteriormente foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise, segundo a PF.De acordo com documento da Justiça Federal, os materiais foram encontrados em “laboratórios diversos”. “Foi apurado que tais materiais estavam armazenados em freezers e também parcialmente descartados em lixeiras, inclusive após manipulação”, diz o texto.A hipótese da polícia é de que o furto tenha sido motivado pela realização de pesquisas internas do casal.Na semana passada, a defesa de Soledad afirmou ao Estadão que, em razão do sigilo decretado pela 9.ª Vara Federal de Campinas, não iria se manifestar. “Prezando pela segurança jurídica e pelo sigilo dos atos processuais, limitaremos nossas manifestações ao âmbito judicial, em respeito ao devido processo legal”, disse.Em nota, a reitoria da Unicamp afirmou que colabora com as investigações da PF na condução do inquérito que resultou na prisão em flagrante da professora. A universidade disse ainda que instaurou sindicância interna para apurar o caso.“A universidade mantém-se à disposição das autoridades competentes para auxiliá-las no esclarecimento das circunstâncias em que os fatos ocorreram. Os detalhes do caso serão preservados para não comprometer o andamento das investigações”, afirmou a instituição.*Com informações de Estadão Conteúdo.The post Anvisa descarta emergência em saúde após furto de vírus na Unicamp appeared first on InfoMoney.
