Na vitrine da Faria Lima, avenida badalada e movimentada da capital paulista, o chocolate pode parecer só mais um produto premium. Mas por trás da Dengo existe um modelo de negócio que desafia a lógica tradicional da indústria e começa muito antes da loja.A empresa fundada em 2017 por Guilherme Leal e Estevan Sartoreli nasceu com a proposta clara de pagar mais ao produtor e entregar um chocolate de verdade, com mais qualidade, ao consumidor. Um critério que, segundo Sartoreli, não é custo, e sim, estratégia.“O nosso principal propósito é de gerar renda decente para pequenos e médios produtores. Sou filho da roça, vim do campo, de uma família sempre muito conectada à produção agrícola. Eu sempre tive o desejo de empreender com impacto, mas não tinha a menor ideia do que ia fazer”, relembra Estevan Sartoreli em entrevista ao Do Zero ao Topo, programa que conta histórias de empreendedores de sucesso.Após anos no mundo corporativo, incluindo passagem pela Natura, o empreendedor decidiu que queria construir algo com impacto real. Foi ao estudar a cadeia do cacau no sul da Bahia que surgiu o insight de investir em um modelo que conectasse melhor remuneração no campo com um produto superior na ponta.“O primeiro elemento de um chocolate de qualidade é garantir que ele tenha mais concentração de cacau, porque quando entra cacau, sai açúcar. E uma alimentação saudável requer a gente entender isso”, diz o fundador.Na semana da Páscoa, principal data para o consumo de chocolate no Brasil, o Do Zero ao Topo visitou uma das lojas da Dengo, em São Paulo, para conversar com Estevan Sartoreli, cofundador da Dengo e entender de perto como nasceu a marca e esse modelo de negócio por trás do crescimento.Leia também: Milk Moo nasceu 17 dias antes da pandemia e hoje soma centenas de lojas e fãsImpacto que gera resultadoA lógica da Dengo parte do início da cadeia, no produtor rural. Ao pagar mais pelo cacau de qualidade, a empresa busca transformar tanto a realidade de quem trabalha com ele quanto o produto final.“Nós começamos convidando cerca de 200 produtores. Apareceram três a seis. E foram com esses que começamos a rede. E as primeiras notas fiscais começaram a circular como um troféu, porque nunca tinham visto aquele preço”, relembra Sartoreli.Um impacto, segundo ele, que vai além da renda. Esse modelo sustenta também a proposta de valor do produto.“Mais de 60% a 70% dos produtores já têm uma renda digna. É o começo da jornada, mas a renda digna é o principal vetor para resgatar orgulho e transformar a cadeia”, diz Estevan.Outro ponto forte da marca é a defesa pela qualidade. Na prática, isso significa seguir na contramão de parte da indústria, mantendo ingredientes mais caros e processos menos industrializados mesmo sob pressão de custos.Essa lógica se conecta ainda ao conceitobean to bar (do grão à barra) adotado pela empresa, que segue expandindo sua operação, com cerca de 60 lojas no Brasil e presença internacional.“As marcas bean to bar mantêm integralmente a manteiga de cacau ao longo de todo o processo. Isto parece pouco, mas faz muita diferença. O item mais nobre da cadeia cacau-chocolate é a manteiga de cacau, e é exatamente ela que a grande indústria suprime ao longo do processo”, explica o executivo.Para saber mais detalhes sobre a trajetória da Dengo, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Castbox e Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post Páscoa chegando: Por dentro da fantástica fábrica de chocolates da Dengo; veja vídeo appeared first on InfoMoney.
