Com fim da janela partidária, PL amplia bancada na Alerj e fortalece apoio a Ruas

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Após ampliarem suas bases na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) com o fim da janela partidária, o PL, partido de Douglas Ruas, e o PSD, de Eduardo Paes, aguardam o desenrolar de ações judiciais para definirem seus próximos passos na corrida sucessória do estado do Rio. Embora as migrações de deputados entre partidos tenham consolidado a maioria favorável a Ruas na Alerj, aliados de Paes têm a expectativa de que decisões da Justiça do Rio e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre regras eleitorais, aguardadas para esta semana, acabem nivelando a disputa.O PSD articula candidaturas contra Ruas para disputar a presidência da Alerj e um governo-tampão. Reservadamente, o entorno do ex-prefeito do Rio avalia que só será competitivo se houver decisões por voto secreto, ou se a eleição para governador for direta, isso é, com voto popular.Leia tambémLula sanciona a criação de 474 cargos efetivos na Justiça EleitoralSerão destinados 117 cargos e funções ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e 85 ao Tribunal Superior Eleitoral PF informa ao STF que não recebeu imagens das câmeras usadas por PMs na megaoperaçãoInformação consta em ofício presente na ADPF 635 e assinado por diretor-geral da PF, o delegado Andrei Augusto Passos RodriguesO grupo de Ruas conta com a força do PL e dos aliados União Brasil e PP. Somado, o trio de legendas tem hoje 33 deputados estaduais, apenas três abaixo do número de votos necessários para presidir a Assembleia e para fazer o governador-tampão, caso esta eleição seja indireta — ou seja, com votos dos deputados.Antes da janela — período de um mês em que parlamentares podem trocar de sigla —, esses partidos tinham 32 deputados. O PL saltou de 18 para 22 parlamentares na Alerj, e atraiu inclusive nomes que negociavam um apoio a Paes, como o deputado estadual Chico Machado (ex-Solidariedade).Pelas regras da linha sucessória, é o presidente da Alerj que assume o governo após a vacância deixada pelo ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou no dia 23 de março. Como esse posto na Assembleia também está vago, o governador interino até aqui é o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.Articulação do PSDO PSD, por sua vez, saltou de seis para dez deputados, o que deu fôlego às articulações de Paes. O ex-prefeito costura uma aliança com PT, PCdoB, PSB, PDT e MDB, para largar com ao menos 20 votos e competir contra Ruas pela presidência da Assembleia. Por ora, os deputados Rosenverg Reis (MDB) e Vitor Junior (PDT) são cotados para disputar o comando da Alerj por esse grupo.— Estamos esperando a decisão do Eduardo Paes, que é quem vai arrumar esse tabuleiro. Não podemos deixar a Alerj na mão de um neófito — afirma Rosenverg, alfinetando o fato de Ruas estar no primeiro mandato.Esta eleição deve ocorrer após a próxima terça-feira, data em que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) homologará a nova composição da Assembleia já sem seu ex-presidente Rodrigo Bacellar (União), que foi cassado por crime eleitoral e está preso devido a uma suposta ligação com facções criminosas.A Justiça do Rio chegou a anular uma eleição à presidência da Alerj feita às pressas para substituir Bacellar, há duas semanas, e que tinha dado vitória a Ruas com apoio de 45 deputados. Na ocasião, a desembargadora Suely Lopes Magalhães entendeu que era preciso aguardar a chamada “retotalização” das cadeiras da Alerj, que só foi feita pela Justiça Eleitoral na semana passada — e que, na prática, acabou colocando mais um deputado do PL na vaga antes ocupada por Bacellar.A decisão judicial que anulou a eleição da Alerj nasceu de um mandado de segurança impetrado pelo PDT, partido de Vitor Junior. A sigla também entrou com outra ação na Justiça do Rio, semana passada, pedindo que a votação à presidência da Alerj seja secreta. Na segunda-feira, desembargadora Suely Lopes Magalhães, também relatora desta ação, notificou a Alerj e o governo do Rio para que se manifestem sobre o pedido do PDT.Paes, embora tenha ampliado sua aliança partidária, também atua para evitar traições. Na eleição anulada à presidência da Alerj, ele viu dois deputados do PSD votarem a favor de Ruas. E três dos quatro parlamentares recém-filiados ao seu partido também votaram em Ruas naquela ocasião.Outra tentativa do PSD é de atrair o apoio do PSOL. Com cinco deputados, a sigla deseja lançar candidato próprio à presidência da Alerj. O objetivo de Paes é ao menos encaminhar um apoio da bancada psolista num segundo turno.The post Com fim da janela partidária, PL amplia bancada na Alerj e fortalece apoio a Ruas appeared first on InfoMoney.

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