Bilhões de reais, mil postos, centenas de imóveis: números da operação contra o PCC

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R$ 52 bilhões movimentados ilicitamente entre 2020 e 2024R$ 8 bilhões já autuados pela Receita Federal em sonegação fiscalR$ 30 bilhões em patrimônio sob gestão de 40 fundos de investimento usados pelo PCCR$ 46 bilhões movimentados por uma única fintech ligada ao grupo criminoso20 fundos de investimento bloqueados judicialmente1.600 caminhões usados no transporte de combustíveis adulteradosMais de 1.000 postos de combustíveis investigados em pelo menos 10 estados192 imóveis bloqueados ou sequestrados, incluindo:6 fazendas (avaliadas em R$ 31 milhões)1 residência em Trancoso (R$ 13 milhões)1 terminal portuário e 4 usinas de álcool adquiridas com dinheiro ilícito140 veículos apreendidos no dia da operação1.500 veículos com ordem judicial de sequestro2 embarcações sequestradasR$ 300 mil em dinheiro em espécie apreendidos41 pessoas físicas e 255 empresas com bloqueio de bensQuem fez o quêEmbora articuladas conjuntamente, as três frentes de investigação tiveram origens distintas:Carbono Oculto: coordenada pela Receita Federal e MP-SP, focada na infiltração do PCC no setor de combustíveis e no uso de fundos para lavagem e blindagem patrimonial. Impôs R$ 8 bilhões em autuações fiscais, com novos autos em preparação.Quasar (SP): conduzida pela Polícia Federal, com foco em fundos fraudulentos e lavagem de dinheiro, com estruturas criadas para ocultar os beneficiários finais. Desvendou a estrutura econômica e financeira do PCC, com foco em lavagem, sonegação e aquisição de ativos com recursos ilícitos.Tank (PR): investigação da PF com origem no combate ao tráfico de drogas, que desvendou fraudes na cadeia de combustíveis, adulteração e esquema de contas “bolsão”.“No caso do Paraná, o que identificamos foi um desdobramento de uma investigação sobre tráfico de drogas que revelou fraudes em larga escala na cadeia de combustíveis. Adulteração, fracionamento de depósitos, empresas de fachada e lavagem de dinheiro”, explicou Andrei Rodrigues.O diretor da PF ressaltou que, embora as operações tenham naturezas diferentes, há alvos em comum e o modelo de cooperação entre órgãos permitiu uma ofensiva de grande escala:“Não é só a Polícia Federal, nem só a Receita, nem apenas os MPs. Essa é a demonstração de que o enfrentamento ao crime hoje exige articulação entre todos os braços do Estado, com respeito às atribuições legais de cada um.”As três operações deflagradas nesta quinta-feira (28) – Carbono Oculto, Quasar e Tank – marcaram uma ofensiva inédita do Estado brasileiro contra a infiltração do crime organizado na economia formal. Ao todo, a ofensiva mobilizou mais de 1.400 agentes públicos, envolveu dez estados e revelou uma rede criminosa altamente estruturada, com atuação em postos, usinas, fintechs, distribuidoras e fundos de investimento.“Estamos falando de esquemas que operavam com múltiplas camadas, como fundos de investimento com estruturas societárias complexas e blindagem patrimonial. Não é lavagem de dinheiro de um grupo específico, mas um modelo ‘disponível’ para uso por diferentes organizações criminosas”, afirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.Leia tambémHaddad: Crime organizado estruturou “refinaria financeira” de R$ 52 biMinistro da Fazenda detalha ação conjunta entre Receita e PF que expôs rede bilionária do PCC com fundos, imóveis, caminhões e refinariasOperação Carbono Oculto: entenda o esquema bilionário do PCC no setor de combustíveisMaior operação coordenada de autoridades da história do País desmantou um esquema que usava a cadeia de combustíveis com uso do mercado financeiro formal; veja o que a investigação revelouVeja, a seguir, os principais números consolidados das operações, com base em informações divulgadas pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério da Fazenda.Números consolidados das três operaçõesR$ 52 bilhões movimentados ilicitamente entre 2020 e 2024R$ 8 bilhões já autuados pela Receita Federal em sonegação fiscalR$ 30 bilhões em patrimônio sob gestão de 40 fundos de investimento usados pelo PCCR$ 46 bilhões movimentados por uma única fintech ligada ao grupo criminoso20 fundos de investimento bloqueados judicialmente1.600 caminhões usados no transporte de combustíveis adulteradosMais de 1.000 postos de combustíveis investigados em pelo menos 10 estados192 imóveis bloqueados ou sequestrados, incluindo:6 fazendas (avaliadas em R$ 31 milhões)1 residência em Trancoso (R$ 13 milhões)1 terminal portuário e 4 usinas de álcool adquiridas com dinheiro ilícito140 veículos apreendidos no dia da operação1.500 veículos com ordem judicial de sequestro2 embarcações sequestradasR$ 300 mil em dinheiro em espécie apreendidos41 pessoas físicas e 255 empresas com bloqueio de bensQuem fez o quêEmbora articuladas conjuntamente, as três frentes de investigação tiveram origens distintas:Carbono Oculto: coordenada pela Receita Federal e MP-SP, focada na infiltração do PCC no setor de combustíveis e no uso de fundos para lavagem e blindagem patrimonial. Impôs R$ 8 bilhões em autuações fiscais, com novos autos em preparação.Quasar (SP): conduzida pela Polícia Federal, com foco em fundos fraudulentos e lavagem de dinheiro, com estruturas criadas para ocultar os beneficiários finais. Desvendou a estrutura econômica e financeira do PCC, com foco em lavagem, sonegação e aquisição de ativos com recursos ilícitos.Tank (PR): investigação da PF com origem no combate ao tráfico de drogas, que desvendou fraudes na cadeia de combustíveis, adulteração e esquema de contas “bolsão”.“No caso do Paraná, o que identificamos foi um desdobramento de uma investigação sobre tráfico de drogas que revelou fraudes em larga escala na cadeia de combustíveis. Adulteração, fracionamento de depósitos, empresas de fachada e lavagem de dinheiro”, explicou Andrei Rodrigues.O diretor da PF ressaltou que, embora as operações tenham naturezas diferentes, há alvos em comum e o modelo de cooperação entre órgãos permitiu uma ofensiva de grande escala:“Não é só a Polícia Federal, nem só a Receita, nem apenas os MPs. Essa é a demonstração de que o enfrentamento ao crime hoje exige articulação entre todos os braços do Estado, com respeito às atribuições legais de cada um.”The post Bilhões de reais, mil postos, centenas de imóveis: números da operação contra o PCC appeared first on InfoMoney.

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