“Fali, fui despejado e virei fenômeno global”: a história do fundador da Totoy Corp

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O começo da Totoy não tem nada de glamouroso e talvez seja exatamente por isso que ele funcione tão bem como história de negócios. Antes de se tornar um dos conteúdos infantis mais assistidos da América Latina, a empresa nasceu no limite, sem dinheiro, sem plano estruturado e com uma carta de despejo na porta.“O primeiro capital que a gente aportou foi os recursos que a gente deixou de pagar nosso aluguel”, conta André Vaz, CEO e cofundador da Totoy. O executivo participou Do Zero ao Topo, programa que conta a história de empreendedores de sucesso. Morando em Nova York, ele e a esposa, a psicóloga Isa Vaal, decidiram investir tudo no projeto inclusive o que não tinham. “Dois meses depois chegou a nossa cartinha de despejo”, lembra Vaz hoje de forma bem-humorada.Hoje, a Totoy é uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, com bilhões de visualizações na internet, presente em 230 países e sendo traduzida para mais de 30 idiomas. Fora isso, a marca chegou a conquistar o Top 10 Global da Netflix. Leia também: Como o ‘pão de todo dia’ virou um negócio de potencial bilionárioDo fundo do poço à primeira viradaAntes da Totoy, o caminho de empreendedor de André já tinha começado. E junto com ele veio a tão temida falência. E foi justamente esse colapso que mudou a forma de empreender.“Eu tinha um negócio já escalado, bem sucedido e eu fali essa empresa. Quando a gente quebra, tem uma coisa muito importante que quebra junto, que é o ego”, diz Vaz.Sem capital para produzir animação, a solução foi improvisar usando o que tinha em casa mesmo. Os primeiros vídeos foram feitos com brinquedos simples, dentro de casa. Seis meses depois, veio a surpresa.“O Google ligou para a gente dizendo que tínhamos virado um case internacional. Sem equipe, sem investimento, sem estrutura. Só com execução”, afirma o cofundador.Diferencial virou marcaUm projeto que nasceu no improviso, sobreviveu no limite e escalou sempre se baseando em propósito. Tanto que um dos ativos mais conhecidos da Totoy veio de uma experiência pessoal do fundador.Antes de criar a empresa, André tentou seguir carreira artística nos Estados Unidos e no Brasil, mas enfrentou rejeições ligadas ao sotaque.“Não passava em razão do meu acento de brasileiro. Depois, no Brasil, não passava em razão do meu acento de mineiro”, conta.O que parecia obstáculo virou assinatura criativa. Hoje, ele dá voz ao personagem José.“O acento que me rejeitou virou a voz do José, traduzida em 30 idiomas e assistida no mundo inteiro. O sucesso não é resultado do que a gente quer. Ele é resultado do que a gente é”, define o CEO da Totoy.Para saber mais detalhes sobre a os desafios e trajetória da Totoy, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post “Fali, fui despejado e virei fenômeno global”: a história do fundador da Totoy Corp appeared first on InfoMoney.

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