Demitido e sem plano de empreender: como a Ceopag nasceu da crise

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Algumas empresas surgem quando o roteiro falha. Foi assim com a Ceopag. Antes de fundar a empresa, Kawel Lotti construiu carreira em grandes corporações, passou por empresas como Xerox e Vivo e tinha uma meta pessoal de conquistar estabilidade financeira até os 40 anos. O empreendedorismo, porém, não estava no radar.“Eu não tinha sonho de empreender. Eu sempre fui conservador. Eu não gostava de risco. Eu tinha medo de empreender e perder as coisas que eu já tinha conquistado”, afirmou para programa Do Zero ao Topo, durante o episódio exibido com apoio de XP EmpresasA virada veio quando uma reorganização corporativa encerrou sua trajetória executiva. Casado, com o primeiro filho ainda bebê, ele precisou rever os próximos passos.“Eu fui desligado da companhia. E naquele momento foi um choque. “Eu sempre fui aquele executivo que fazia o que pudesse ser feito para a companhia com o objetivo de crescimento”, disse.Leia também: Criar para famílias, não para o algoritmo: a estratégia da Totoy que vale R$ 500 miDa demissão ao crescimento nacionalApós deixar São Paulo e retornar ao interior paulista, Kawel entrou no mundo do empreendedorismo por oportunidade e necessidade. O primeiro projeto foi uma operação voltada à venda de pacotes de SMS para empresas, estruturada em modelo de franquias.“No primeiro ano como franchise, a gente já tinha mais de 150 franqueados espalhados pelo Brasil”, relembrou.O negócio evoluiu para novas frentes em meios de pagamento até culminar, em 2019, no lançamento da Ceopag. Hoje, a empresa que nasceu de uma demissão compete em um dos setores mais dinâmicos do país. A experiência acumulada em empresas anteriores ajudou a moldar a nova operação desde o início.“A Ceopag nasceu como uma empresa nova melhorada. É como você construir uma segunda casa. O fato de eu trabalhar em grandes companhias, com metas, com disciplina, trabalhar em São Paulo, foi fundamental para que eu tivesse êxito liderando companhias e empreendimentos”, disseHoje à frente de uma fintech em expansão, Kawel afirma que precisou desenvolver novas competências para continuar crescendo. Entre elas, gestão financeira.“Quando você é um executivo, eu liderava com um orçamento que não era meu. Agora, como empreendedor, a tensão dobra. O risco é muito grande. Um erro pode ser fatal”, afirmou. “Se você não cuidar do teu caixa, a coisa não funciona”, disse.O executivo também reconhece que errar faz parte da jornada. “meu maior erro foi confiar em mim mesmo muitas vezes, tomar decisões achando que eu já sabia para onde eu ia e aí a gente quebra a cara”, afirmou.Para saber mais detalhes sobre a história da Ceopag, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post Demitido e sem plano de empreender: como a Ceopag nasceu da crise appeared first on InfoMoney.

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