Rei Charles vai aos EUA para reforçar relação do Reino Unido com o monarquista Trump

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LONDRES, 23 Abr (Reuters) – ⁠O rei Charles, do Reino Unido, vai aos Estados ⁠Unidos na próxima semana para a viagem mais importante de seu reinado até ‌o momento, com a missão de reforçar o futuro da ‘relação especial’ dos dois aliados, que a guerra do Irã levou ao seu ponto mais baixo em 70 ‌anos.A visita de Estado marca o 250º aniversário da declaração de independência dos EUA do domínio britânico, quando as então 13 colônias americanas decidiram se separar do rei Jorge 3º.Leia tambémTrump afirma que EUA atacarão qualquer embarcação que lance mina no Estreito de OrmuzPresidente dos Estados Unidos afirmou que ordenou à Marinha que “atire e destrua qualquer embarcação”Para Charles, será um momento para refletir sobre como Reino Unido e Estados Unidos se uniram desde então para forjar alguns dos laços de segurança, militares e econômicos mais estreitos ⁠do ‌mundo, enquanto para o presidente dos EUA, Donald Trump, será outra chance de satisfazer ⁠seu amor pela realeza britânica.O evento também tem como pano de fundo as piores relações entre os dois países desde a Crise de Suez em 1956, com críticas repetidas de Trump ao primeiro-ministro Keir Starmer por sua recusa em participar do ataque ao Irã e comentários desdenhosos sobre as capacidades militares do Reino ​Unido.Nigel Sheinwald, embaixador britânico em Washington de 2007 a 2012, afirmou que a visita não poderia, e não foi planejada para, sanar qualquer animosidade existente entre governos, ​mas demonstraria laços que vão muito além de quaisquer indivíduos.‘Muito mais do que qualquer outra visita, esta é sobre o longo prazo. Trata-se dos fundamentos da relação entre nossos povos, nossos países’, disse Sheinwald à Reuters.‘Não se trata do que está acontecendo hoje.’Charles, acompanhado de sua esposa, a rainha Camilla, dará início à viagem de ‌quatro dias na segunda-feira com um chá privado com Trump ​antes de se dirigir ao Congresso, um jantar de Estado e visitas a Nova York e Virgínia.O Palácio de Buckingham disse que ele não se encontrará com nenhum sobrevivente de Jeffrey Epstein. O irmão de ⁠Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, foi detido ​em fevereiro sob suspeita ​de vazar documentos do governo para o falecido criminoso sexual dos EUA.O ex-príncipe Andrew negou qualquer irregularidade.No Reino ⁠Unido, alguns políticos e comentaristas disseram que a ​viagem deveria ter sido cancelada devido a alguns dos comentários recentes de Trump. Há também temores de que o imprevisível presidente dos EUA possa usar a ocasião para fazer mais críticas e, ​assim, potencialmente constranger o rei.Sheinwald e o atual embaixador dos EUA em Londres, Warren Stephens, disseram que isso seria prejudicial. Os assessores reais dizem ​em particular que Trump, ⁠que chama o rei de ‘grande homem’, se comportou impecavelmente durante suas duas visitas de Estado sem precedentes ao Reino ⁠Unido em 2019 e no ano passado.‘Ele é um grande monarquista’, disse o biógrafo real Robert Hardman à Reuters.‘Ele tem … uma mentalidade quando se trata do governo britânico, mas a monarquia britânica é um elemento completamente separado, e ele é um grande fã dela. E ele adorava a falecida rainha, um grande fã do rei. Para ele, este é um grande ​momento.’The post Rei Charles vai aos EUA para reforçar relação do Reino Unido com o monarquista Trump appeared first on InfoMoney.

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