Oportunidade secular emerge com IA: quais ações do Brasil estão bem posicionadas?

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A ascensão da inteligência artificial tem oferecido uma oportunidade de grande escala para vários mercados, com impactos já presentes em empregos e indústrias globais. Ainda que a adoção da IA esteja concentrada em grandes players como os Estados Unidos e a China, a XP Investimentos vê no Brasil uma grande oportunidade de crescimento — com potencial de se tornar líder na tecnologia na América Latina.Leia tambémCorrida das Big Techs pela IA esconde segredo: tecnologia fica obsoleta em 3 anosEm vez de ativos duradouros, as empresas giram o hardware em ritmo acelerado, como estoques de supermercado, pressionando custosEm uma análise aprofundada das oportunidades no país, os analistas da casa dividiram dois grandes grupos de exposição à adoção de IA. De um lado, estão as empresas para as quais a IA deve ter impacto limitado; as menos expostas. Do outro, empresas que devem ter mais impacto, com potencial de automação e ganhos de produtividade.De acordo com os economistas, empresas mais intensivas em capital, em geral, parecem menos vulneráveis. Os setores de Commodities e Propriedades Comercias, por exemplo, possivelmente sofrerão menos impacto, enquanto Educação, Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) e Saúde estão mais expostos.Para definir quais empresas podem sair ganhando com a IA, a XP analisou o HALO Trade (Ativos Pesados, Baixa Obsolescência) das companhias. O indicador caracteriza empresas com muitos ativos físicos e baixo risco de saírem do mapa por conta da IA.Oportunidades na coberturaSeparados em duas cestas — uma intensiva em capital e outra leve em capital —, a XP identificou que a cesta intensiva em capital, com ações que devem perder menos com a IA, superaram a cesta leve em capital no acumulado do ano.O destaque da cesta intensiva fica com os setores de Óleo, Gás e Petroquímicos e Propriedades Comerciais. As empresas PRIO (PRIO3), Allos (ALOS3) e PetroRecôncavo (RECV3) foram as três principais pontuadoras. De acordo com os analistas, os investidores têm migrado para empresas que parecem mais protegidas do efeito de disrupção provocado por IA.Por outro lado, na cesta leve, Hypera (HYPE3), Totvs (TOTS3) e Priner (PRNR3) tiveram as menores pontuações de HALO Trade, se mostrando mais expostas à tecnologia.Em termos de ganhos de produtividade e potencial de automação, a XP identificou que trabalhadores de apoio administrativo, técnicos e profissionais de nível médio, e trabalhadores de serviços e de vendas são os mais propensos a sofrer com a automação das suas funções. De maneira ampla, os setores de Saúde, Financeiro, TMT e Educação devem capturar os maiores ganhos com produtividade relacionados à IA.Os setores de administração pública, defesa e seguridade social e o de atividades profissionais, científicas e técnicas tiveram um score perfeito (entre 100 e 99,9) de impacto da adoção de IA.Mercado potencial no BrasilPara os analistas, o Brasil tem algumas características que podem sustentar esse crescimento. Em primeiro lugar, o país tem um grande mercado consumidor em potencial. De acordo com a casa, a população brasileira tem alta familiaridade tecnológica e conta com um ambiente relativamente favorável à inovação. O principal exemplo desse argumento é a adoção em larga escala do Pix e o avanço das fintechs no país. A XP também acredita que o Brasil está bem posicionado para capturar oportunidades com o crescimento do mercado de data centers e sua demanda por energia.A matriz elétrica altamente renovável, combinada com a forte conectividade por fibra oferecem um cenário favorável para esse crescimento. Além disso, os preços de energia no país têm se mostrado competitivos. Por outro lado, desafios como o arcabouço regulatório e custos elevados de transmissão, podem trazer incertezas para o mercado.The post Oportunidade secular emerge com IA: quais ações do Brasil estão bem posicionadas? appeared first on InfoMoney.

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