A Petrobras (PETR3;PETR4) retomou projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em 37 bacias sedimentares brasileiras para revisar as Cartas Estratigráficas – mapas que reconstituem, no tempo geológico, a “história” e a evolução das bacias em superfície e subsuperfície. Os dados, de bacias onshore e offshore, devem facilitar novas pesquisas geológicas.“O projeto já foi coordenado pela Petrobras em duas edições anteriores, 1994 e 2007, servindo de base didática para estudantes e pesquisadores e para a indústria. Não se trata de um projeto exploratório com objetivos comerciais, mas de um trabalho científico de atualização e normalização de informações”, explica a estatal em nota.Em 15 dessas bacias, há cooperação entre a Petrobras, pesquisadores de universidades de diferentes regiões do País e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), uma das instituições científicas contratadas via chamada pública.Leia tambémPetrobras reajusta molécula de gás natural em 19,2%As atualizações trimestrais são previstas em contrato e levam em consideração as oscilações do petróleo Brent, da taxa de câmbio Petrobras antecipa início de produção de Búzios 8, plataforma P-79A P-79 chegou ao Brasil em fevereiro, vinda da Coreia do Sul, trazendo as equipes de comissionamento e operação a bordo“Essa parceria permitirá integrar décadas de dados de subsuperfície, coletados pela estatal, com o mapeamento de superfície e a avaliação de recursos minerais, especialidade do SGB”, afirma Cleide Regina Moura da Silva, pesquisadora do SGB e chefe da Divisão de Bacias Sedimentares (DIBASE).“É um trabalho importante para uma gama de produtos que estarão disponíveis para toda a sociedade, como mapas geológicos, bases de dados de paleontologia e geofísica. Isso favorece diversos estudos, desde minerais mais básicos, como areia e calcário, até pesquisas sobre minerais críticos necessários para a produção e transição energética”, explica.O projeto está na fase inicial, de compilação de dados já publicados, antes de avançar para campanhas de campo. Dentre as áreas de atuação estão as bacias do Bananal, entre Goiás e Tocantins, e do Marajó, no Pará. Embora tenha sido uma área de interesse para a descoberta de petróleo nos anos 1950, a Bacia do Marajó não registrou descobertas significativas nas 18 perfurações realizadas até 1989, o que levou ao abandono das atividades, destaca o coordenador de pesquisas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Francismar Ferreira.“Desde 1998, não houve oferta de blocos ou contratação na região. A bacia foi esquecida em termos de exploração de óleo e gás, assim como outras bacias terrestres e menores que se tornaram menos atrativas diante do sucesso exploratório em outras regiões, especialmente no pré-sal”, explica Ferreira.O SGB destaca que o trabalho de cartas estratigráficas em bacias sem potencial petrolífero ajuda a compreender a geologia de outras áreas próximas com eventuais novas acumulações.The post Petrobras retoma estudos geológicos em 37 bacias sedimentares appeared first on InfoMoney.
