Pós-guerra de Gaza prevê realocação da população e criação de um “token digital”

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(Reuters) – Um plano pós-guerra para a Faixa de Gaza está circulando no governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê que os EUA administrem o território devastado por Israel por pelo menos uma década.Os termos ainda prevêem a realocação temporária da população de Gaza e a residência do território como um resort turístico e centro de produção, publicou o jornal Washington Post neste domingo.Leia tambémIsrael bombardeia subúrbios da Cidade de GazaMoradores disseram que o território esteve sob bombardeio de tanques e ataques aéreos israelenses durante todo o sábado e o domingoQuem era o brasileiro que servia ao Exército de Israel e morreu em Gaza?Ele morava em Israel havia cerca de dez anos e trabalhava em uma fintech como gerente de contasO Washington Post publicou que, de acordo com um prospecto de 38 páginas obtidas pelo jornal, os 2 milhões de habitantes de Gaza sairiam de suas casas por meio de partidas “voluntárias” para outro país ou para áreas restritas dentro do território durante a prisão.A Reuters informou anteriormente que há uma proposta para construir campos de grande escala chamados “Áreas de Trânsito Humanitário” dentro – e possivelmente fora – de Gaza para abrigar a população palestina. Esse plano leva o nome da Gaza Humanitarian Foundation, ou GHF, um grupo controverso apoiado pelos EUA.Qualquer proprietário da terra palestina receberá um “token digital” em troca do direito de reconstruir sua propriedade, informou o Post, acrescentando que cada palestino que sair receberá US$5 mil em dinheiro e subsídios para cobrir quatro anos de aluguel. Eles também assinaram um ano de alimentos, acrescentou.O Post disse que o plano é chamado de “Gaza Reconstitution, Economic Acceleration and Transformation Trust, ou GREAT Trust”, e foi desenvolvido pela GHF.A GHF coordena trabalhos com militares israelenses e usa empresas privadas de segurança e logística dos EUA para levar ajuda alimentar a Gaza. Ela é a favorita do governo Trump e de Israel para realizar esforços humanitários em Gaza, em oposição ao sistema liderado pela ONU que, segundo Israel, permite que os militantes desviem de ajuda.No início de agosto, a ONU disse que mais de 1.000 pessoas foram mortas tentando receber ajuda em Gaza desde que a GHF começou a operar em maio deste ano, a maioria delas alvejada por forças israelenses que operam perto das instalações da GHF.A Casa Branca e o Departamento de Estado não comentaram o assunto, mas o plano de retirada de Gaza parece estar de acordo com comentários anteriores feitos por Trump.Em 4 de fevereiro, Trump disse publicamente pela primeira vez que os EUA deveriam “assumir” Gaza e reconstruí-la como “a Riviera do Oriente Médio” depois de reassentar a população palestina em outro lugar.Os comentários de Trump irritaram muitos palestinos e grupos humanitários sobre uma possível realocação forçada de Gaza.As Forças israelenses bombardearam os subúrbios da Cidade de Gaza durante a noite, tanto por ar quanto por terra, destruindo casas e expulsando mais famílias da área. O gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi convocado neste domingo para discutir um plano para tomar a cidade.Os militares israelenses aumentaram as operações gradualmente em torno da Cidade de Gaza nas últimas três semanas. Na sexta-feira, encerraram as pausas temporárias na área que permitiam a entrega de ajuda, designando-a como uma “zona de combate perigosaThe post Pós-guerra de Gaza prevê realocação da população e criação de um “token digital” appeared first on InfoMoney.

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