LONDRES, 2 Mai (Reuters) – O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o governo poderia proibir as marchas pró-Palestina em algumas circunstâncias, devido ao ‘efeito cumulativo’ que as manifestações tiveram sobre a comunidade judaica, depois que dois homens judeus foram esfaqueados em Londres na quarta-feira.Starmer disse à BBC que sempre defenderia a liberdade de expressão e os protestos pacíficos, mas que cantos como ‘Globalize a Intifada’, durante as manifestações, estavam ‘completamente fora dos limites’. Segundo ele, quem proferir cantos assim deve ser processado.Leia tambémProposta rejeitada por Trump abriria Ormuz antes de negociação nuclear, diz IrãO Irã tem bloqueado quase todos os navios do Golfo Pérsico há mais de dois mesesPetróleo fecha em queda com nova proposta de paz do Irã, mas Brent sobe 9% na semanaO Irã enviou sua mais recente proposta de negociações com os Estados Unidos para mediadores paquistanesesAs marchas pró-Palestina se tornaram regulares em Londres desde o ataque do Hamas a Israel, em outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. Os críticos dizem que as manifestações geraram hostilidade e se tornaram um foco de antissemitismo.Os manifestantes argumentam que estão exercendo seu direito democrático de destacar os direitos humanos e as questões políticas relacionadas à situação em Gaza.Starmer disse que não estava negando que havia ‘opiniões legítimas muito fortes sobre o Oriente Médio, sobre Gaza’, mas muitas pessoas da comunidade judaica lhe disseram que estavam preocupadas com a natureza repetitiva das marchas.Perguntado se a resposta mais dura deveria se concentrar em cantos e faixas ou se os protestos deveriam ser totalmente interrompidos, Starmer disse: ‘Acho que certamente a primeira opção, e acho que há casos para a segunda.’‘Acho que é hora de analisar os protestos de forma geral e o efeito cumulativo’, disse ele, acrescentando que o governo precisava analisar quais outras medidas poderia tomar.O Reino Unido elevou seu nível de ameaça de terrorismo para ‘grave’ na quinta-feira, em meio a preocupações crescentes com a segurança.‘Estamos vendo uma ameaça elevada a indivíduos e instituições judaicas e israelenses no Reino Unido’, disse o chefe do policiamento antiterrorismo, Laurence Taylor, em um comunicado. Ele acrescentou que a polícia também estava trabalhando ‘contra uma situação global imprevisível que tem consequências mais próximas de casa, incluindo ameaças físicas por atores ligados ao Estado’.The post Premiê do Reino Unido cita possibilidade de proibição das marchas pró-Palestina appeared first on InfoMoney.
