Assessora capta R$ 8 mi na 1ª semana e atrai cliente de R$ 100 mi via redes sociais

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Sete dias. Esse foi o intervalo entre a estreia de Fernanda Rocha como assessora de investimentos da Monte Bravo, em agosto de 2020, e sua primeira captação relevante: R$ 8 milhões trazidos por um cliente insatisfeito com o profissional anterior. Recém-certificada — havia recebido o selo CEA apenas um mês antes —, ela transformou aquela conversa inicial no embrião de uma trajetória que hoje a coloca como referência no setor.A assessora conta que a primeira captação não foi obra do acaso, mas resultado de uma estratégia caseira de prospecção. Sem agenda pronta nem carteira herdada, Fernanda montou o que apelidou de “lista de casamento”: um inventário com todas as pessoas que conhecia, incluindo seguidores que já haviam interagido com ela nas redes sociais. Em seguida, começou a ligar uma a uma para marcar reuniões.Descubra o novo modelo de remuneração para assessores XPO cliente conquistado na primeira semana virou ponte para a segunda onda de captações. Com sua autorização, Fernanda passou a citá-lo como referência ao abordar conhecidos em comum. “Essa estratégia funcionou super bem”, afirma. A lógica de indicação qualificada, sustentada por um caso real de migração bem-sucedida, encurtou o tempo de construção de confiança que costuma travar profissionais iniciantes.Veja mais: Barsi Investimentos incorpora assessoria, supera R$ 2 bi de patrimônio e quer maisE também: Como a IA redesenhou a gestão de investimentos: “não é mais opção, é obrigação”Apesar do início acelerado, a assessora admite que a carreira impôs ajustes de expectativa. O primeiro baque, segundo ela, não foi comercial, e sim técnico: a complexidade do universo financeiro. “Realmente é um universo muito complexo, leva um tempo para se situar”, diz. A reação foi a oposta da paralisia que costuma afastar novatos — ela se descreve como tendo ficado “obcecada” por leitura, podcasts e atualização constante.Fed mantém juros em reunião que pode ser a última sob o comando de PowellComo conquistar clientes de alta renda: Erich Shibata, da Cimed, revela caminhosDo roteiro ensaiado à arte de fazer perguntasNo campo da remuneração, Fernanda contou com uma ajuda de custo da Monte Bravo durante 12 meses. Foi exatamente o tempo que levou para que sua remuneração orgânica ultrapassasse o subsídio recebido pela corretora — um marco que, na prática, define a transição entre dependência e autonomia para quem entra no setor.O ponto de virada na captação, contudo, não veio de uma técnica de vendas. Veio de uma mudança de postura. No início, ela conta, ficava preocupada demais com o que iria falar nas reuniões e se pareceria uma boa profissional aos olhos do cliente. Em algum momento, percebeu que o foco estava errado.“Em um dado momento me caiu a ficha de que não era sobre mim, era sobre o cliente. Então, em vez de eu falar, eu aprendi a fazer perguntas”, relata. A escuta substituiu o discurso ensaiado e destravou conversas que antes patinavam em apresentações genéricas sobre produtos e rentabilidade.A objeção mais comum no começo — “por que eu deixaria meu dinheiro com um assessor sem experiência?” — foi enfrentada por meio de uma terceirização inteligente da credibilidade. Fernanda apoiou-se na estrutura da Monte Bravo, deixando para si a responsabilidade de conectar áreas internas e mapear as necessidades do cliente. A combinação entre o aval institucional da corretora e a escuta personalizada virou seu argumento central.Redes sociais como vitrine — e como porta para a TVPara Fernanda, plataformas como Instagram e LinkedIn funcionam menos como ferramenta de venda direta e mais como vitrine de autoridade e construção de marca pessoal. Servem, nas palavras dela, para mostrar em que fase ela está, criar diferenciação e desmistificar preconceitos sobre a profissão.O retorno mais simbólico desse trabalho é um cliente prospectado pelas redes que hoje mantém R$ 100 milhões sob sua assessoria. O caso reforça uma tese cada vez mais aceita no setor — de que conteúdo e presença pública deixaram de ser acessórios e viraram canal central de captação para uma nova geração de assessores de investimento.A exposição digital também rendeu uma frente fora do dia a dia da corretora: a assessora passou a integrar, como comentarista, um quadro na CNBC do Times Brasil. “É um saldo superpositivo para mim”, resume.O recado que ela deixa a quem está começando é direto: o baque inicial é a complexidade do todo, e muitos desistem por isso. “Eu me assustei, mas isso não me paralisou”, afirma. Em um mercado que cresce em número de profissionais e disputa cada cliente com bancos tradicionais e plataformas digitais, a história de Fernanda Rocha sugere que disciplina e curiosidade — mais que talento bruto — continuam sendo a moeda mais escassa.The post Assessora capta R$ 8 mi na 1ª semana e atrai cliente de R$ 100 mi via redes sociais appeared first on InfoMoney.

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