Selic a 14,5%: O que muda para os FIIs após decisão do Copom? XP responde

Blog

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, manteve o tom cauteloso do Banco Central e reforçou a expectativa de um ciclo de cortes mais gradual ao longo de 2026.Segundo a equipe de fundos listados da XP Investimentos, liderada por Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar, o movimento veio em linha com as projeções do mercado, mas o comunicado do Copom trouxe sinais de maior cautela, diante de um cenário inflacionário ainda incerto. A XP projeta a continuidade do ciclo de cortes, com dois movimentos adicionais ao longo do ano, o que poderia levar a Selic para 13,5% ao ano. Nesse contexto, a trajetória dos juros segue sendo um dos principais fatores para o desempenho dos fundos imobiliários. De acordo com a análise, a expectativa de queda da Selic tende a favorecer a classe, enquanto cenários de juros elevados continuam pressionando as cotas, sobretudo pela competição com a renda fixa.Leia Mais: FII despenca mais de 40% após incerteza sobre dividendos; entenda os motivosImpactos variam entre segmentos e reforçam papel defensivo dos FIIs de papelA XP comenta que os efeitos da política monetária não são homogêneos entre os diferentes tipos de fundos imobiliários.FIIs de tijolo e fundos de fundos (FOFs) tendem a ser mais sensíveis às expectativas de juros futuros, o que pode ampliar sua valorização em um cenário de queda mais consistente das taxas.No segmento de tijolo, a leitura é de que uma queda mais lenta da Selic tende a postergar uma reprecificação mais expressiva das cotas. Ainda assim, a credibilidade do Banco Central pode contribuir para a redução das taxas de juros de médio e longo prazo, favorecendo esses ativos no horizonte mais estendido.Por outro lado, os fundos de papel apresentam maior resiliência em momentos de incerteza. No caso dos ativos indexados ao CDI, a redução da Selic deve levar a uma leve queda nos rendimentos, ainda que os retornos permaneçam atrativos diante do patamar elevado da taxa básica.Já os fundos atrelados ao IPCA+ devem continuar beneficiados por uma inflação mais alta no curto prazo, o que sustenta a distribuição de rendimentos e pode aumentar a atratividade desses ativos, especialmente em um ambiente de descontos relevantes frente ao valor patrimonial.‘Fundamentos sólidos continuam’, diz XPA XP também aponta que os fundamentos operacionais seguem sólidos em diversos segmentos, com destaque para logística e shoppings, que continuam apresentando bons níveis de ocupação e reajustes de aluguel.Por fim, os fundos multiestratégia e os FOFs devem apresentar desempenho misto, dependendo da alocação entre crédito e ativos imobiliários. A recomendação da casa é priorizar veículos com maior exposição a crédito, que tendem a oferecer maior estabilidade em cenários de volatilidade.Leia Mais: Dividendos de FIIs em maio: confira quando os fundos imobiliários pagam dividendosThe post Selic a 14,5%: O que muda para os FIIs após decisão do Copom? XP responde appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *