Interlocutores do governo avaliam que o tom amistoso e a simpatia demonstradas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante ligação telefônica no fim da semana passada indicam que não há risco de uma atitude eventualmente hostil ou fora do script por parte do americano no encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado nesta quinta-feira em Washington. Os dois chefes de estado combinaram a viagem na conversa.A iniciativa da ligação partiu de Trump, que sugeriu querer se encontrar pessoalmente com o presidente do Brasil. O brasileiro aceitou e se ofereceu para viajar aos Estados Unidos. O americano, então, pediu que auxiliares consultassem quando haveria espaço em sua agenda e a reunião foi marcada já para quinta-feira na Casa Branca, um prazo incomum para reuniões entre presidentes.De acordo com pessoas que receberam relatos da ligação, Trump mostrou ter simpatia e respeito por Lula. Neste seu segundo mandato do americano, já houve mal-estar durante a visita de dois presidentes à Casa Branca. Em fevereiro de 2025, Trump elevou o tom com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusando o governo de Kiev de “jogar com a Terceira Guerra Mundial”. Zelensky foi praticamente expulso da Casa Branca.Em maio do mesmo ano, Trump preparou uma emboscada para o presidente da África do Sul,Cyril Ramaphosa, ao dizer, com a exibição de um vídeo, que haveria um “genocídio branco” no país. Houve uma discussão áspera e o americano também menosprezou Ramaphosa, que lutou contra as políticas racistas do apartheid.Quando a visita de Lula aos Estados Unidos começou a ser discutida em janeiro, integrantes do governo brasileirofaziam uma avaliação crítica sobre a dinâmica da administração Trump, que “impõe limites claros à previsibilidade”. O entendimento era que decisões tomadas no topo frequentemente são tensionadas por disputas internas e isso era um fator de risco.The post Governo descarta riscos em encontro de Lula com Trump após telefonema em tom amistoso appeared first on InfoMoney.
