A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou nesta quarta-feira (6) o ex-governador do Acre Gladson Camelí (PP) a 25 anos e 9 meses de prisão por crimes ligados a um esquema de corrupção investigado pela Operação Ptolomeu, da Polícia Federal. A pena deverá começar em regime fechado, embora ainda caiba recurso.Os ministros acolheram a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusou o ex-governador de comandar uma organização criminosa responsável por desvios milionários envolvendo contratos públicos no estado.Leia tambémLíder do centrão, amigo de Vorcaro: quem é Ciro Nogueira, alvo da PF no caso MasterSenador do partido PP teria atuado em favor do ex-banqueiro em troca de vantagens financeiras indevidas, apontam investigaçõesLula busca ‘trunfo político’ em segurança em conversa com Trump na Casa Branca Autoridades brasileiras temem que a eventual classificação traga riscos à soberania nacional.Camelí foi condenado pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Além da pena de prisão, o STJ determinou pagamento de multa e indenização de R$ 11,7 milhões, valor apontado pelas investigações como prejuízo aos cofres públicos.A investigação da Polícia Federal teve como foco contratos firmados durante sua gestão com empresas ligadas ao entorno familiar do então governador. Segundo a PGR, parte do esquema teria operado por meio da contratação de uma construtora associada ao irmão de Camelí.O caso começou a ganhar dimensão nacional em 2021, quando a PF deflagrou a Operação Ptolomeu para investigar suspeitas de direcionamento de contratos, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda dos investigados.Em maio de 2024, o STJ já havia aceitado a denúncia contra o então governador. Na ocasião, porém, a Corte rejeitou o pedido de afastamento imediato do cargo feito pela Procuradoria-Geral da República.Durante o processo, Camelí negou as acusações. Em depoimento prestado em novembro de 2024, afirmou que não participou de irregularidades e contestou as conclusões da investigação.O ex-governador deixou o comando do Acre em março deste ano para disputar uma vaga no Senado. A renúncia abriu espaço para a posse definitiva da então vice-governadora Mailza Assis (PP).Após a condenação, Camelí publicou mensagem nas redes sociais afirmando que irá recorrer da decisão. A defesa ainda pode apresentar recursos dentro do próprio STJ e posteriormente ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que impede o início imediato do cumprimento da pena.The post STJ condena ex-governador do Acre a 25 anos por corrupção e lavagem de dinheiro appeared first on InfoMoney.
