Ações de Axia, Taesa e Auren recuam após resultados do 1T26; o que explica?

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As companhias elétricas Axia (AXIA3), Taesa (TAEE11) e Auren (AURE3) operam em baixa nesta quinta-feira (7), na primeira sessão após divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, com investidores repercutindo os dados considerados mistos por analistas e expectativas frustradas em relação à remuneração aos acionistas. Por volta das 11h25, as ações da Axia caíam 4,51%, a R$ 59,01, TAEE11 recuava 1,49%, a R$ 41,59, e AURE3 tinha queda de 0,14%, a R$ 14. Quer transformar esses resultados em renda passiva? Acesse a Planilha Viva de Renda gratuitamenteAxia (AXIA3)A XP Investimentos comenta que os resultados vieram ligeiramente abaixo do esperado, mas não considera esse resultado preocupante. No entanto, já esperava uma reação negativa do mercado, já que as expectativas em relação aos dividendos podem ter ficado aquém do esperado.A Genial Investimentos, por sua vez, avalia que a Axia apresentou um forte desempenho operacional no primeiro trimestre de 2026, impulsionado principalmente pela expansão do segmento de geração em meio ao processo de descotização da companhia e ao cenário de preços de energia mais elevados no mercado de curto e longo prazo.A corretora destaca que a receita operacional líquida regulatória somou R$ 11,6 bilhões no período, alta de 22,1% na comparação anual. O avanço foi sustentado principalmente pela receita de geração, que cresceu 35,3% em um ano, para R$ 9,4 bilhões, mais do que compensando a retração de 3,3% da receita de transmissão.Segundo a Genial, o desempenho reflete os efeitos da descotização, processo que substitui a venda de energia a preços de custo por preços de mercado. A casa ressaltou que os preços de energia de longo prazo atualmente giram em torno de R$ 240 por MWh, acima da faixa entre R$ 100 e R$ 150 por MWh observada nos últimos anos.A Genial mantém recomendaçaõ de compra e preço-alvo de R$ 69.De forma geral, o BBI classifica o resultado como muito forte, confirmando as expectativas de que a empresa se beneficiaria de: (i) preços de curto prazo mais altos da PLD (a Axia tinha capacidade substancial não contratada); e (ii) spread de modulação horária para ativos hidrelétricos (as geradoras hidrelétricas capturam preços de venda spot totais mais altos, pois vendem sua capacidade em horários em que o preço é mais alto). O Itaú BBA, por sua vez, avalia os resultados da Axia Energia como neutros, destacando que o Ebitda ajustado da companhia, excluindo efeitos não recorrentes e equivalência patrimonial, somou R$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ficando 4% abaixo da estimativa da casa, de R$ 9 bilhões. Ainda assim, o indicador avançou 71% na comparação anual, impulsionado principalmente pela maior contribuição do segmento de geração.O banco também destaca o anúncio da companhia de destinar R$ 4 bilhões por meio de sua política de alocação de capital para recompra de ações preferenciais classe B (PNC), operação prevista para ocorrer ainda neste ano. O Itaú BBA mantém a expectativa de que a Axia distribua até R$ 12 bilhões até 2026, seja via recompra de ações ou pagamento de dividendos.Segundo a instituição, o Ebitda regulatório recorrente ajustado, desconsiderando equivalência patrimonial e efeitos extraordinários, atingiu R$ 8,58 bilhões no trimestre, alta anual de 72%. O banco ressaltou que realizou ajustes adicionais ao indicador reportado pela companhia para refletir melhor a recorrência operacional.A Axia reconheceu no trimestre uma provisão de R$ 725 milhões relacionada à remuneração de repasse na divisão de transmissão, considerando valores acumulados não apenas no trimestre, mas também em meses anteriores do ciclo tarifário. Por isso, o Itaú BBA optou por considerar apenas o impacto de R$ 296 milhões referente efetivamente ao primeiro trimestre de 2026 em sua análise de Ebitda recorrente.Auren (AURE3)A XP avalia que a Auren também apresentou resultados ligeiramente abaixo do esperado, com um EBITDA ajustado 3% inferior as estimativa. O lucro bruto de energia da geração ficou praticamente em linha com as expectativas, com a diferença decorrente das margens muito reduzidas do segmento de comercialização.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoO Itaú BBA avalia os resultados da Auren como positivos, destacando que o Ebitda ajustado recorrente da companhia, incluindo dividendos e ajustado por efeitos não recorrentes, ficou 10% acima das estimativas da casa, impulsionado principalmente pelos fortes ganhos com modulação no trimestre, que mais do que compensaram os efeitos negativos do curtailment no período.Apesar do desempenho acima do esperado, o banco ponderou que 2026 ainda deve ser um ano desafiador para a companhia, diante de um portfólio altamente contratado, níveis ainda elevados de curtailment e alavancagem considerada pressionada.Segundo o Itaú BBA, o Ebitda ajustado recorrente da Auren somou R$ 926 milhões no primeiro trimestre de 2026, acima da projeção de R$ 840 milhões da instituição, embora ainda represente queda anual de 23,2%.Taesa (TAEE11)A Ativa Investimentos avalia que a Taesa apresentou resultados mistos no primeiro trimestre de 2026. A corretora destacou que a receita líquida regulatória ficou abaixo das expectativas, apesar do avanço anual de 9,6%, sustentado pelo reajuste da RAP, entrada em operação de novos ativos e menor Parcela Variável.Por outro lado, os custos e despesas regulatórios vieram abaixo do esperado, levando a uma margem Ebitda de 85,8%, acima das projeções da casa. Já o resultado financeiro e a equivalência patrimonial mais fraca pressionaram o lucro líquido, impactados principalmente por maiores despesas financeiras nas investidas e menor benefício fiscal na TBE.A Taesa também anunciou pagamento de R$ 0,56 por unit em juros sobre capital próprio (JCP), o equivalente a um dividend yield de 1,3%.O Morgan Stanley afirmou que realizou um ajuste fino nas estimativas após os resultados do quarto trimestre de 2025, além de atualizar projeções macroeconômicas e premissas para os projetos greenfield em construção. Entre eles, Ananaí, Tangará e Saíra devem iniciar operação comercial ao longo de 2026, enquanto Juruá tem entrada prevista para 2028.Como resultado, as estimativas de Ebitda ajustado do banco para o período entre 2026 e 2028 permaneceram praticamente inalteradas, em média, enquanto as projeções de lucro por ação (EPS) foram reduzidas em cerca de 2% no mesmo intervalo.O Morgan Stanley também elevou o preço-alvo para as units da Taesa para R$ 36,50, ante R$ 32 anteriormente. Segundo o banco, a revisão foi explicada principalmente pela atualização do horizonte de avaliação para meados de 2027, antes em meados de 2026, além da redução do custo de capital estimado para cerca de 10,1%, frente aos 10,6% anteriores.The post Ações de Axia, Taesa e Auren recuam após resultados do 1T26; o que explica? appeared first on InfoMoney.

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