XP revisa cenário macro e prevê três cortes na Selic; veja os destaques da semana

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A XP atualizou seu Brasil Macro Mensal de maio com uma combinação pouco usual: real mais forte e inflação pressionada ao mesmo tempo. A projeção para o câmbio ao fim de 2026 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,00 por dólar, sustentada pela leitura de que o Brasil vem se firmando como “vencedor relativo” no atual rearranjo geopolítico, com fluxo estrangeiro robusto capaz de absorver eventuais prêmios de risco eleitorais.No campo dos preços, a leitura piorou. A estimativa para o IPCA de 2026 subiu de 5,1% para 5,3%, refletindo a disseminação da inflação corrente e desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Diante desse mix, a casa passou a projetar três cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa básica dos atuais 14,50% para 13,75%, seguidos por uma pausa no ciclo.Esse conteúdo faz parte da newsletter semanal Expert Drops; saiba mais e se inscreva!Temporada de balanços: depois de bancões e varejo, mercado mira Petrobras (PETR4)A semana concentrou alguns dos resultados mais aguardados do primeiro trimestre, com Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Smart Fit (SMFT3) e AmBev (ABEV3) reportando seus números. Os balanços dos grandes bancos seguem no centro das atenções como termômetro da inadimplência em um ciclo prolongado de juros altos, enquanto Smart Fit e AmBev oferecem leitura mais direta sobre o pulso do consumo doméstico.Os holofotes se voltam agora para a Petrobras (PETR4), que divulga seus números na segunda-feira (11). A XP projeta Ebitda em torno de US$ 12,6 bilhões, impulsionado por Brent mais alto e produção em expansão, e estima lucro líquido de US$ 6,4 bilhões, com contribuição relevante de ganhos cambiais no trimestre.Ibovespa: XP eleva preço-justo para 205 mil pontos mesmo com correção em cursoApesar do conflito no Oriente Médio, abril foi de bolsas globais em alta, com a tese de inteligência artificial e o forte crescimento dos lucros das techs ofuscando o impacto do petróleo mais caro. No Brasil, o movimento recente é de correção, mas a XP mantém leitura construtiva, enxerga o país como “vencedor relativo” no cenário externo e espera continuidade dos fluxos positivos.No relatório Raio-XP da Bolsa, a casa revisou para cima o valor justo do Ibovespa, de 196 mil para 205 mil pontos. A combinação de juros que devem começar a ceder, real mais forte e atratividade do ativo brasileiro frente a pares emergentes sustenta o ajuste, ainda que a equipe alerte para a volatilidade típica de anos pré-eleitorais.B3 (B3SA3) tem lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão, alta anual de 33%Crédito privado volta ao radar com abertura de spreads em 2026Após um período de forte compressão, os spreads de crédito privado se abriram em março e abril, recolocando parte da classe em patamar de prêmios mais convidativo do que o observado no início do ano. O cenário macro de juros elevados por mais tempo reforça, segundo a XP, a necessidade de maior seletividade — mas também devolve atratividade ao carrego dos papéis.A casa recomenda exposição máxima de 5% por emissor e teto de 20% da carteira total em crédito privado, com preferência por emissores de maior qualidade. O tema foi central na segunda edição do XP Credit Coverage, realizada na quarta-feira (6), que reuniu um panorama de oportunidades setoriais.Leia tambémTrump diz que reunião com Lula correu muito bem e elogia brasileiro: “Muito dinâmico”Em postagem em rede social, presidente dos EUA citou comércio e tarifas como temas centrais do encontro em WashingtonFIIs sob Selic a 14,50%: tijolo e FOFs ganham destaque na perspectiva de cortesCom a Selic ainda em 14,50% e três cortes no horizonte, o mercado de fundos imobiliários opera em ponto de inflexão. Projeções de juros em queda costumam atuar como vetor positivo para a classe, via fechamento da curva futura, mas o efeito não se manifesta de forma homogênea entre os diferentes segmentos.Fundos de tijolo e fundos de fundos (FOFs) tendem a apresentar maior sensibilidade ao juro longo, o que potencializa a performance em ambientes de expectativas mais favoráveis. Já os fundos de papel, mais ligados ao CDI e a indexadores como o IPCA, oferecem comportamento distinto e seguem como peça relevante de carrego nas carteiras.Carteiras de maio reforçam diversificação, qualidade e seletividadeEm meio à volatilidade ditada pela geopolítica e à dinâmica de inflação e juros, as carteiras das três políticas de investimento da XP — conservadora, moderada e agressiva — chegam a maio com tom mais cauteloso na composição, sem abrir mão de espaço para captura de retorno em renda variável e fundos imobiliários.A diretriz que atravessa as três políticas é clara: priorizar diversificação, qualidade e carrego, com ênfase ampliada na seletividade neste estágio do ciclo econômico. As recomendações específicas por classe — renda fixa, ações, FIIs e investimentos globais — foram atualizadas no portal de carteiras recomendadas da casa.The post XP revisa cenário macro e prevê três cortes na Selic; veja os destaques da semana appeared first on InfoMoney.

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