IA nas telas: Hollywood tenta limitar avanço da tecnologia sobre funções criativas

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Atuações geradas por inteligência artificial (IA) não poderão concorrer ao Globo de Ouro, segundo novas regras divulgadas nesta semana pela organização da premiação. A atualização formaliza limites para o uso da tecnologia em produções de cinema e televisão em meio à pressão crescente de Hollywood por regras mais claras sobre IA.As novas diretrizes não eliminam automaticamente filmes e séries que utilizem ferramentas de inteligência artificial. Segundo os organizadores, obras com uso parcial da tecnologia continuarão elegíveis, desde que a participação humana permaneça predominante no resultado final.“Candidaturas em que uma interpretação é substancialmente gerada ou criada por inteligência artificial são inelegíveis”, afirma o documento divulgado pela premiação, que tradicionalmente marca o início da temporada de grandes premiações de Hollywood.O Globo de Ouro afirmou ainda que continuará aceitando produções com uso parcial de inteligência artificial em diferentes etapas do processo criativo, desde que prevaleçam “a direção criativa humana, o juízo artístico e a autoria”.Hollywood tenta limitar avanço da IA sobre funções criativasO debate sobre inteligência artificial ganhou força em Hollywood durante as greves de atores e roteiristas que paralisaram a indústria em 2023. Na época, sindicatos pressionaram os estúdios por limites mais claros ao uso de clonagem de voz, reprodução digital de imagem e criação automatizada de performances.Durante as negociações daquele ano, a presidente do sindicato SAG-AFTRA, Fran Drescher, afirmou que a inteligência artificial “não pode substituir artistas humanos”.A discussão voltou ao centro do setor recentemente após o anúncio do filme de faroeste As Deep as the Grave, que terá uma versão digital do ator Val Kilmer criada por inteligência artificial. O ator, morto em 2025, aparecerá na produção com autorização da família, que liberou o uso de seu arquivo visual para reconstrução digital do personagem.O caso ampliou a pressão sobre premiações e sindicatos para estabelecer critérios sobre até onde a IA pode participar de uma obra sem substituir diretamente artistas humanos.Nos bastidores de Hollywood, ferramentas de IA já vêm sendo usadas para rejuvenescimento digital, clonagem de voz, criação de figurantes virtuais e manipulação facial hiper-realista em produções de grande orçamento.Pelas novas diretrizes adotadas pelo Globo de Ouro e pelo Oscar, a inteligência artificial continuará sendo aceita nas produções apenas como ferramenta de apoio técnico e criativo, sem substituir o papel central de atores, roteiristas e demais profissionais humanos nas obras concorrentes.The post IA nas telas: Hollywood tenta limitar avanço da tecnologia sobre funções criativas appeared first on InfoMoney.

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