O desempenho das indústrias de pequeno porte no Brasil registrou no 1° trimestre de 2026 o menor nível desde 2020, quando a economia sofria os primeiros efeitos da pandemia de Covid-19. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Desempenho recuou de 44,7 pontos no final do quarto trimestre de 2025 para 43,7 pontos no encerramento de março. O dado também ficou abaixo da média histórica de 44,1 pontos.O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das pequenas empresas, por sua vez, manteve a trajetória de queda ao longo de 2026, atingindo 44,6 pontos em abril, quando se completaram 17 meses de falta de confiança do empresário de pequeno porte. Em abril do ano passado, o indicador estava em 45,6 pontos e a média histórica é de 52,2Quanto à situação financeira das indústrias de pequeno porte, também há um cenário de deterioração, tendo em vista que o indicador alcançou 39 pontos no primeiro trimestre de 2026, o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2021.Por sua vez, o Índice de Perspectivas registrou 47,4 pontos em abril de 2026, mantendo o nível observado em janeiro, em um movimento de oscilação em torno da média histórica. Segundo a CNI, o resultado demonstra moderação nas expectativas das indústrias de pequeno porte.Leia também: Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020Principais problemasSobre os principais problemas apontados pelas pequenas empresas no primeiro trimestre de 2026, a carga tributária continuou a liderar, tanto para a indústria de transformação quanto para a indústria da construção. Porém, esse problema perdeu importância em relação ao trimestre imediatamente anterior; o sinal recuou 3,1 pontos percentuais na indústria de transformação, para 39,6%, e 2,5 pontos percentuais na indústria da construção, para 42,2%.Por outro lado, a preocupação com a falta ou alto custo da matéria-prima ganhou relevância para ambos os segmentos, especialmente na transformação, onde o problema avançou 14,1 pontos no período, passando da sexta para a segunda posição no ranking de principais problemas, com 34,1% de assinalações.Na indústria da construção, a assinalação do problema também aumentou 14 pontos percentuais no período, passando da décima terceira para a quinta posição, com 18,1% das respostas.O problema de taxas de juros elevadas também ganhou destaque entre as indústrias de pequeno porte da construção, subindo da terceira para a segunda posição no ranking entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026 (apontado por 37,1% das empresas). Na indústria de transformação, por sua vez, os juros elevados ocuparam a quarta posição, mencionados por 26,3% das empresas.Também se destacaram os problemas relacionados à mão de obra. Na indústria de transformação, as empresas de pequeno porte apontaram o problema da falta ou o alto custo de trabalhador qualificado como terceiro item no ranking (assinalado por 26,5% dos empresários). Já na indústria da construção, a terceira posição foi ocupada pela falta ou o alto custo de mão de obra não qualificada (assinalada por 31% dos empresários).Logo em seguida, na quarta posição, aparece a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, apontada por 19,8% dos empresários de pequeno porte do setor. The post Pequena indústria tem no 1° trimestre pior desempenho desde início da pandemia appeared first on InfoMoney.
