14 Mai (Reuters) – O setor petroquímico deve observar ao longo do ano uma queda na demanda global como consequência da alta de preços causada pela guerra no Irã, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Braskem (BRKM5), Roberto Ramos.‘Sim, vai haver uma redução de demanda. É muito difícil estimar porque não é sobre quando o conflito vai acabar, pois teoricamente está suspenso. É sobre quando vai se resolver e quais condições que permitirão que esse conflito se resolva’, disse o executivo durante teleconferência com analistas após a publicação do balanço do primeiro trimestre da companhia.Apesar de não informar uma cifra sobre o impacto na demanda, Ramos traçou um paralelo em relação à redução estimada da demanda por petróleo, que gira entre 2% e 4%.Ele destacou ainda que o alto custo das matérias-primas, seja nafta ou etano, deve permanecer durante alguns anos até que haja as unidades produtoras impactadas pela guerra se recuperem e voltem a produzir normalmente.Os executivos do grupo petroquímico acrescentaram que se o conflito durar mais que seis meses pode ocorrer um impacto no crescimento de demanda global e comprimir ainda mais os spreads no médio e longo prazo.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olho O grupo também estima um aumento de quase 30% nos spreads de químicos do Brasil para o segundo trimestre, baseando-se em informações de consultorias externas.A Braskem registrou um lucro líquido de R$1,45 bilhão no primeiro trimestre, mais do que duplicando o resultado positivo de R$698 milhões obtido no mesmo período do ano passado.A companhia teve um resultado operacional medido pelo Ebitda recorrente de R$1,01 bilhão de janeiro ao final de março, queda de 24% ano a ano.Já a receita líquida do grupo caiu 20%, alcançando R$15,49 bilhões.As ações da Braskem subiam 3,9%, a R$12,69.The post Braskem prevê queda na demanda em 2026 como consequência da guerra no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.
