Mercado já precifica o pós-conflito no Irã e Petrobras aparece com “maior assimetria”

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A guerra no Oriente Médio ainda parece longe de um desfecho. Contudo, mesmo em um ambiente marcado pela elevada incerteza que impacta o comportamento do preço do petróleo no curto prazo, o mercado já busca precificar cenários de um ambiente após conflito, conforme destaca o Itaú BBA. O banco pondera que não busca antecipar como esse conflito vai terminar, mas sim trazer as premissas que parecem estar embutidas nos preços atualmente. Para a equipe de análise do Itaú BBA, a Petrobras (PETR3;PETR4) incorpora uma das premissas mais conservadoras para o petróleo no pós-conflito, mesmo após a recente valorização dos papéis.Já entre as distribuidoras de combustíveis, o preço atual da Ultrapar (UGPA3) parece refletir um nível conservador de margens para a Ipiranga, enquanto o preço da Vibra (VBBR3) embute um nível de margens normalizadas mais próximo do fim de 2025. PetroleirasCom base no modelo implícito de cenário pós-conflito, a Petrobras está precificada com um Brent de US$ 62 por barril, frente a US$ 66 por barril para PRIO (PRIO3), PetroReconcavo (RECV3) e a argentina Vista, e US$ 69 por barril para a também argentina YPF. Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe com política, exterior e balanços no radarBolsas dos EUA avançam com impulso das ações de tecnologia Bom para Petrobras, neutro para distribuidoras: como mercado viu subsídio à gasolinaAvaliação é de que a medida reduz a urgência de um eventual aumento de preços e, ao mesmo tempo, pode melhorar as margens de refino de gasolina da PetrobrasPara os analistas do BBA, apesar de uma valorização de 16% desde o fim de fevereiro, as ações da Petrobras ainda embutem um cenário de petróleo nos pós-conflito significativamente mais conservador. “Assim, a Petrobras oferece na nossa visão a melhor assimetria do setor em um cenário pós-conflito, enquanto a PRIO segue como o papel com maior exposição direta ao preço do petróleo no curto prazo em 2026”, aponta o banco. Para o BBA, o cenário-base considera que a Petrobras acompanhará os preços internacionais nos combustíveis, mas sem passar a volatilidade destes preços para os preços domésticos; Distribuidoras de combustíveisPara o BBA, a Vibra parece precificar uma margem pós-conflito próxima de R$ 175 por metro cúbico (m³), consistente com os níveis do quarto trimestre de 2025. A Ultrapar, por sua vez, parece embutir margens para a Ipiranga em torno de R$ 130 a R$ 135/m³, bem abaixo do nível de R$ 165/m³ observado no quarto trimestre de 2025. Ao analisar os múltiplos de lucro e assumindo que as margens pós-conflito convirjam novamente para os níveis do fim de 2025, o BBA estima que a Vibra negocie a 8 vezes o preço em relação ao lucro (P/L) em 2026 e 11,5 vezes em 2027, enquanto a Ultrapar negocia a 9,3 vezes o P/L em 2026 e 11,7 vezes em 2027.The post Mercado já precifica o pós-conflito no Irã e Petrobras aparece com “maior assimetria” appeared first on InfoMoney.

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