Após crise e pandemia, Centauro inicia novo ciclo de expansão

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Durante anos, a Centauro (SBFG3) cresceu em ritmo acelerado, surfando a expansão dos shoppings no Brasil, o boom do consumo e a força do mercado esportivo. Mas a trajetória da companhia também passou por momentos de forte pressão, incluindo crise financeira, juros altos, pandemia e o impacto econômico provocado após a Copa do Mundo de 2014.Agora, aos 45 anos, a empresa tenta abrir um novo capítulo. Na nova sede da companhia, instalada na Lapa, em São Paulo, o fundador Sebastião Bomfim Filho afirmou que o grupo vive um processo de renovação operacional e estratégica para sustentar uma nova fase de crescimento.“Queremos continuar sendo uma empresa inovadora”, disse em entrevista para o Do Zero ao Topo. Hoje presidente do conselho do grupo SBF, Bomfim acompanha mais de perto a transformação da companhia após deixar o comando executivo da operação.Segundo ele, a empresa concentra esforços em logística, modernização das lojas e adaptação à reforma tributária. De acordo com o empresário, a empresa reformou 10 unidades no ano passado e acelerou significativamente o tempo das obras. “Contratamos mais de 900 novos colaboradores somente para as lojas. Hoje o prazo médio de loja completamente fechada é só de sete dias.”Do impacto do 7 a 1 à retomada do crescimentoNem todas as apostas feitas pela companhia ao longo dos últimos anos deram certo.Bomfim afirmou que um dos maiores erros da trajetória recente da Centauro foi acreditar que a década entre 2010 e 2020 seria “a década dos esportes” no Brasil, impulsionada pela realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas.Naquele período, a companhia ampliou investimentos e se tornou patrocinadora oficial da Fifa. Mas o ambiente econômico e político mudou rapidamente. O cenário piorou após a derrota histórica da Seleção Brasileira para a Alemanha.“A Copa começou a ser muito contestada no Brasil. Eu estava no estádio no 7 a 1. Foi um desastre anunciado”, relembra Bomfim. Ao mesmo tempo, o aumento dos juros elevou a pressão financeira sobre a companhia, que precisou renegociar dívidas, o que gerou uma crise financeira para empresa.A reorganização começou em 2015, quando Pedro Zemel assumiu a presidência executiva da empresa. Segundo Bomfim, o processo de sucessão foi decisivo para a recuperação da companhia.“Um processo de sucessão depende mais do sucedido do que do sucessor.” Ele afirma que precisou se afastar da operação para permitir espaço à nova gestão. “Tive uma disciplina muito grande de me afastar.”Nos anos seguintes, a companhia abriu capital na Bolsa e assumiu a operação da Nike no Brasil, um movimento que praticamente dobrou o tamanho do grupo.Hoje, segundo Bomfim, a empresa entra em uma nova etapa de crescimento, apoiada em tecnologia, integração digital e fortalecimento das lojas físicas.“O grupo é a maior empresa de produtos esportivos da América Latina disparado. Entre tênis e chuteiras, a gente vende um produto a cada dois segundos no Brasil”, conclui. Para saber mais detalhes sobre a criação e o modelo de negócio da Centauro veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post Após crise e pandemia, Centauro inicia novo ciclo de expansão appeared first on InfoMoney.

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