O governo da Venezuela libertou três ex-agentes da Polícia Metropolitana de Caracas após 23 anos de prisão, encerrando um dos casos de detenção mais longos do país. Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina deixaram na terça-feira o complexo de Fénix, no estado de Lara, após anúncio do governo de que até 300 presos seriam soltos, entre idosos e doentes. O regime, porém, evita classificá-los como presos políticos e insiste que todos foram condenados por crimes comuns.Os três foram responsabilizados por um caso de 11 de abril de 2002, em Caracas, quando 19 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas durante a crise que quase derrubou Hugo Chávez. Familiares e opositores sempre trataram o caso como exemplo de perseguição política e de um Judiciário alinhado ao chavismo. Ao deixar a prisão, Bolívar falou em “Via Crucis” e pediu que as famílias de outros presos mantenham a pressão e a esperança.Entidades de direitos humanos estimam que mais de 400 presos políticos continuem detidos na Venezuela, entre civis e militares. Em paralelo, o governo de Delcy Rodríguez tenta apresentar as libertações como sinal de abertura, enquanto críticos lembram que muitos dos atuais dirigentes atuaram ou se beneficiaram do aparato repressivo.The post Venezuela solta 3 ex-policiais após 23 anos; país tem mais de 400 presos políticos appeared first on InfoMoney.
