ZoomHolding: a empresa que quase quebrou e depois cresceu 1.600% em cinco anos

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A história da ZoomHolding poderia ter terminado em 2016. O faturamento caiu pela metade, a dívida explodiu e a empresa precisou reduzir 70% da equipe para sobreviver. O cenário era de risco extremo. Mas foi justamente no pior momento que a companhia encontrou a virada que mudaria completamente sua trajetória.“Foi realmente um momento de risco muito elevado”, relembra Nilton Junior, CEO e fundador da ZoomHolding, em entrevista para o Do Zero ao Topo. “A dívida era muito alta, o faturamento caiu na metade em 2016. A gente teve que manter as operações com 30% da equipe.”O empreendedor, que começou a trabalhar com tecnologia ainda na adolescência, viu a empresa sair de uma operação regional para um grupo que faturou R$ 750 milhões em 2024 e atua nacionalmente em infraestrutura, servidores, data centers, software e inteligência artificial.A crise que mudou tudoAté 2015, a ZoomHolding tinha forte dependência do setor público. O impeachment [da presidente Dilma Rousseff] e a desaceleração dos gastos do governo atingiram diretamente o negócio.“A gente estava muito concentrado em governo”, admite. “Veio o impeachment, o governo deu uma congelada realmente nos gastos e aí a gente teve uma segunda grande crise”, diz o CEO.A saída foi desmontar o modelo antigo e reconstruir uma nova empresa, praticamente do zero.“Ali foi onde a gente diversificou um pouco a atuação. Começou a investir mais forte no mercado privado, começou a atuar com fabricação também para aumentar o portfólio e não ficar dependente só de uma tecnologia ou produto”, lembra o fundador e CEO.Segundo ele, o período exigiu decisões difíceis, mas também trouxe maturidade empresarial. “Ninguém gosta de passar por isso, mas ele também tem o seu momento de relevância. A crise acaba trazendo muitos pontos positivos também.”O resultado veio rápido. Nos cinco anos seguintes, a empresa cresceu 1.600%. “A gente conseguiu criar um ambiente de eficiência máximo. As pessoas que ficaram compraram a briga junto com a empresa”, diz. Rumo ao bilhãoA grande mudança veio com a diversificação das operações. A ZoomHolding deixou de depender apenas de projetos de infraestrutura e passou a atuar também em fabricação de computadores, servidores, distribuição e software.Em 2020, a empresa iniciou a produção própria de servidores, um movimento que virou uma das principais linhas de crescimento do grupo.“A parte de servidores possibilitou a gente trabalhar projetos grandes de infraestrutura de data center, trazendo a empresa para outro patamar”, revela Nilton.Hoje, a companhia aposta no avanço da inteligência artificial como motor para a próxima fase de expansão.“A IA é um grande drive dos próximos crescimentos”, afirma. “A gente quer ser um grande exemplo de aplicações de inteligência artificial e eficiência operacional.”O grupo encerrou 2024 com crescimento de 30% e faturamento de R$ 750 milhões. Agora, mira um novo marco. “A projeção é chegar em 2026 muito perto de R$ 1 bilhão”, conclui o CEO.Para saber mais detalhes sobre a ZoomHolding veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post ZoomHolding: a empresa que quase quebrou e depois cresceu 1.600% em cinco anos appeared first on InfoMoney.

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