As ações da WEG (WEGE3) abriram em queda nesta terça-feira (26) e mantiveram o desempenho no vermelho ao longo da manhã. Por volta de 13h, a ação recuava mais de 1%, negociada a R$ 42,78, em movimento que reflete a perspectiva que investimentos de capital serão necessários por um prazo prolongado. Com isso, a queda no ano vai a 11,15%.Esse é o cenário desenhado pelos analistas do Bradesco BBI, que, com base nessa premissa, decidiram manter a recomendação neutra para a ação, mas reduziram o preço-alvo para o final de 2026: de R$ 50, cai para R$ 48.Para 2026, a própria empresa reiterou que sua projeção de capex é de R$ 3,6 bilhões. De acordo com o BBI, os investimentos deverão exigir um ciclo de capex com pico em R$ 4,0 bilhões em 2027. A expectativa é de que a companhia retorne ao seu nível histórico de 3% a 5% da receita somente após 2029.Apesar do impacto negativo no fluxo de caixa de curto prazo, a análise destaca que a escala desses investimentos reforça a perspectiva robusta de crescimento sólido de dois dígitos entre 2027 e 2029.Leia tambémCom BBSE3, CXSE3 e PSSA3 perto das máximas, seguradoras podem subir mais na Bolsa?Papéis seguem acima das principais médias móveis, enquanto investidores monitoram sinais de realização perto das máximasMedley vê “nova fase” com possível compra pela EMS e mira crescer além dos genéricosLucia Rossato, diretora-geral da farmacêutica, diz que separação da Sanofi deu agilidade à empresa, que cresce mais de 20% ao ano e quer ampliar portfólio e presença no varejo farmacêuticoOs investimentos estão relacionados à expansão da capacidade de transformadores, à planta de armazenamento de energia em baterias (BESS), à nova planta de condensadores síncronos de maior porte.Para o BBI, a expansão da capacidade de transformadores continua sendo um fator-chave para o crescimento a médio prazo, com a execução progredindo conforme o planejado.Pressão nas margensAlém das estimativas mais altas de despesas de capital no curto prazo, os analistas também esperam que a companhia tenha margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) menor no médio prazo e maior participação de acionistas minoritários.A companhia ainda deve sofrer pressão sobre as margens, particularmente relacionadas a câmbio, custos de matéria-prima e mão de obra. De acordo com a própria administração, a expectativa é de que a margem Ebitda se mantenha em torno dos níveis dos últimos três anosOs analistas acreditam que os desafios de crescimento no curto prazo e um múltiplo preço/lucro (P/L) de 30x para 2026 ainda sustentam uma posição neutra.Apesar da revisão para baixo, a perspectiva do banco de longo prazo permanecer robusta. O BBI destacou que a expectativa de receita segue inalterada para o ano, com elevação de 1% no Ebitda e lucro líquido pro mesmo período. Essa valorização deve acontecer, de acordo com o banco, à medida que as recentes pressões sobre as margens começarem a diminuir.Sem catalisadoresMesmo com o preço das ações da WEG apresentando desempenho inferior ao de seus pares e uma perspectiva de crescimento de receita comparativamente mais fraca em 2026, elas ainda são negociadas com um prêmio de 30x o P/L estimado para 2026, em linha com o grupo de pares.Já para 2027, o múltiplo cai para 26x o P/L. De acordo com os analistas, esse indicador representa um perfil de risco-retorno mais atrativo, considerando que a trajetória de crescimento da empresa deve acelerar com a entrada em operação de novas capacidades.Mesmo com a perspectiva de longo prazo robusta, o BBI explica que os desafios de crescimento de curto prazo e um P/L estimado para 2026 de 30x mantêm o banco com uma abordagem mais cautelosa. The post “Queridinha” da Bolsa, WEG volta a cair com perspectiva de investimento prolongado appeared first on InfoMoney.
