BERLIM/LONDRES, 26 Mai (Reuters) – A aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) fortalecerá a defesa de seu flanco oriental com uma nova estrutura que facilitará o rápido deslocamento de forças na Letônia e na Estônia no caso de uma guerra com a Rússia, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com o assunto.Atualmente, as forças da Otan nos três países bálticos, bem como no norte da Polônia, estão sob o comando de um único quartel-general multinacional na cidade polonesa de Szczecin. A mudança planejada enfatiza a importância estratégica dos países bálticos, que estão em foco desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.A designação de um segundo Corpo de Exército para a região permitirá que a Otan traga ‘massa em velocidade’, como descreveu um oficial militar, abordando a profundidade estratégica limitada e a vulnerabilidade da região.Quando totalmente operacional, um Corpo de Exército normalmente comanda três divisões, ou seja, de 40.000 a 60.000 soldados. Em tempos de paz, ele normalmente existe como uma estrutura de comando esqueleto, com funções especializadas, como artilharia, defesa aérea e médicos, para permitir o rápido deslocamento de tropas quando necessário.Leia tambémSecretário-geral da ONU está “profundamente preocupado” com plano de ataques em KievGuterres fez o alerta no Conselho de Segurança após Moscou anunciar ofensivas contra indústrias de defesa ucranianas, e condenou os recentes ataques civis em StarobilskA Alemanha e a Holanda, em coordenação com a Otan, chegaram a um acordo para designar o Corpo Germano-Holandês, com sede na cidade alemã de Muenster, para a defesa da Letônia e da Estônia, disseram as fontes militares à Reuters na terça-feira.Os aliados europeus estão assumindo mais responsabilidade por sua própria segurança, em meio a críticas ferozes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mais recentemente acusou os membros europeus da Otan de falta de apoio na guerra do Irã e anunciou que Washington retiraria 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha.O acordo superou o último obstáculo, que consistia na falta de tropas para a unidade militar, disseram as fontes, aludindo à capacidade crítica que qualquer Corpo de Exército precisa em áreas como artilharia de longo alcance, defesa aérea, bem como engenheiros e médicos.Juntamente com outros parceiros, a Alemanha e a Holanda agora aumentarão essas forças, disseram as fontes.Não ficou imediatamente claro quando a decisão entrará em vigor e quantas tropas ficarão sob o comando da nova unidade de quartel-general em qualquer conflito.O Ministério da Defesa holandês disse que a designação do Corpo de Exército estava ‘sendo elaborada atualmente’ e se recusou a dar detalhes. O Ministério da Defesa da Alemanha não quis comentar, citando os esforços de coordenação em andamento com a Otan.Leia tambémBolsas da Europa fecham majoritariamente em queda com ataque dos EUA ao IrãO recuo nos mercados seguiu novos ataques dos EUA no Irã que abalaram o otimismo com a paz regional, em pregão marcado por tombo da Ferrari e alta de Londres impulsionada por mineradorasA Otan disse que responderia mais tarde.As autoridades da Otan têm alertado há anos sobre o aumento da ameaça da Rússia, que, segundo elas, poderia potencialmente montar um ataque em larga escala ao território aliado já em 2029. Moscou nega intenções agressivas e acusa a aliança de alimentar as tensões ao expandir-se para o território vizinho à Rússia.(Reportagem de Sabine Siebold, em Berlim; Polina Nikolskaya, em Londres, e Anthony Deutsch, em Amsterdã)The post Otan reforçará forças designadas para defender Báltico em guerra, dizem fontes appeared first on InfoMoney.
