Principais bancos centrais avançam com testes de pagamentos internacionais 24/7

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LONDRES, 27 Mai (Reuters) – Um grupo ⁠de alguns dos principais bancos centrais do mundo e ⁠mais de 40 grandes bancos comerciais estão intensificando a testagem de um ‌dos projetos de pagamentos digitais mais observados do mundo, à medida que a corrida para atualizar — e dominar — a arquitetura financeira internacional se intensifica.O projeto Agora, como ‌é conhecido, é liderado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) e envolve o Federal Reserve de Nova York, bem como os principais bancos centrais da Europa, Coreia, México e Japão, cujas moedas representam a maior parte dos pagamentos globais.Leia tambémBancões x Fintechs: o que dados de inadimplência dizem sobre setor financeiro?Dados do Banco Central mostram avanço nos atrasos de cartões e empréstimos pessoais em abril de 2026, mas relatórios indicam resiliência entre os grandes bancosAtualmente, as transações internacionais fluem por meio de uma rede global de bancos comerciais, mas podem ser lentas ⁠e ‌caras quando há vários bancos na cadeia ou quando envolvem moedas de economias ⁠emergentes menores.A gerente-geral adjunta do BIS, Andrea Maechler, disse que a última rodada de testes do grupo comprovou a possibilidade de usar ‘reservas tokenizadas de bancos centrais’ — formas efetivamente digitais de moedas nacionais — juntamente com ‘depósitos de bancos comerciais tokenizados’.As autoridades globais há muito tempo buscam tornar os pagamentos internacionais mais rápidos e ​baratos, e o G20 (grupo das 20 principais economias) fez disso uma de suas principais prioridades este ano.Maechler disse que, embora o trabalho do Agora ‘ainda não ​esteja pronto para a produção’, foram planejados mais trabalhos e testes, e o banco central do Canadá também participará do projeto.‘É um reconhecimento claro de que, se o mundo está entrando em um ecossistema tokenizado, uma das vantagens é avançar para o sistema 24/7’, disse ela, referindo-se a um sistema de pagamentos ‌globais ‘sempre ativo’.Embora não seja um rival direto, o Agora é ​frequentemente comparado a outro projeto de pagamentos digitais chamado mBridge, agora liderado pela China, juntamente com países como Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.O banco central da Índia também propôs ⁠que os países membros do ​Brics, incluindo Brasil, ​Rússia, Índia, China e África do Sul, façam planos para vincular suas moedas digitais na cúpula do bloco ⁠que a Índia sediará em alguns meses.Perguntada por que ​o banco central da China ou qualquer um de seus bancos comerciais não faziam parte do Agora, Maechler disse que o projeto tinha uma ‘constelação’ diferente de participantes.Tim Adams, diretor do ​Instituto de Finanças Internacionais, que ajuda a coordenar as dezenas de bancos comerciais envolvidos, disse que os últimos testes foram um marco, demonstrando ​a capacidade dos pagamentos tokenizados ⁠de serem feitos em escala.Os testes também abrangeram o que é conhecido como ‘liquidação atômica’, em que as transações internacionais e ⁠entre moedas no sistema bancário podem ser concluídas em uma base de ‘tudo ou nada’ assim que os principais pré-requisitos tenham sido cumpridos.Os bancos centrais, por sua vez, testaram a chamada ‘arquitetura de protótipo em camadas’, que permite que cada um deles mantenha a autonomia sobre seus respectivos registros de moedas nacionais e mantenha certas regras legais importantes em ​vigor.The post Principais bancos centrais avançam com testes de pagamentos internacionais 24/7 appeared first on InfoMoney.

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