Como tão esperado pelo mercado, a Petrobras (PETR4; PETR3) anunciou nesta quinta-feira (28) um aumento de cerca de 19% nos preços da gasolina (R$ 0,48 por litro), com vigência a partir de sexta (29). Ao mesmo tempo, a companhia informou que concederá um desconto de R$ 0,44 por litro aos distribuidores, que será compensado pelo governo por meio de subsídios à estatal e a outros produtores/importadores de gasolina (como anunciado anteriormente).Assim, embora a Petrobras reconheça integralmente o aumento de preços, os subsídios reduzem o impacto líquido para os distribuidores a um aumento marginal de R$ 0,04 por litro.Após o anúncio desta quinta, a estimativa do Goldman Sachs é de que os preços da gasolina da Petrobras estejam cerca de 13% abaixo da paridade de importação (sem considerar os subsídios aos importadores). Caso sejam descontados os R$ 0,44 por litro também do preço da alternativa de importação (já que os importadores também serão elegíveis ao mesmo subsídio), os preços da gasolina da Petrobras ficariam, em grande parte, em linha com os preços da alternativa importada.O Goldman observa que a administração da companhia já havia sinalizado a possibilidade de um ajuste nos preços da gasolina em breve, e o noticiário também destacava que a magnitude do reajuste poderia ficar alinhada ao valor dos subsídios do governo. “Dessa forma, acreditamos que o anúncio de hoje não deve necessariamente surpreender os investidores”, avalia. O Itaú BBA também reforça que a notícia é neutra. “O aumento de preços tem como principal objetivo viabilizar a implementação do mecanismo de subsídio, sem alterar de forma relevante o preço líquido realizado pela Petrobras. Como o decreto exige que o desconto seja explicitamente refletido nas notas fiscais, a Petrobras precisou anunciar esse aumento para operacionalizar o subsídio no faturamento”, avalia. Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila em meio a novos dados e guerra em focoBolsas dos EUA: Dow segue oscilando, mas S&P 500 e Nasdaq avançamPara os analistas do banco, dado o impacto residual de apenas R$ 0,04 por litro, o ajuste não resolve a diferença ainda persistente nos preços da gasolina,.O Goldman Sachs também ressalta que, para distribuidoras de combustíveis, os levantamentos recentes indicavam que a adesão ao programa de subsídios do governo por parte dos importadores de combustíveis tem ficado abaixo das expectativas iniciais, o que implica a continuidade de uma vantagem competitiva para as maiores distribuidoras sob a cobertura do banco (que possuem maior parcela de suprimento vinda da Petrobras, uma alternativa mais barata em relação à importação). “Os principais riscos de queda estão associados a uma normalização mais rápida do que o esperado nos preços internacionais de gasolina e diesel”, apontam os analistas do Goldman, que mantêm uma visão positiva para o setor com a aproximação dos resultados do segundo trimestre.O Goldman e o Itaú BBA possuem recomendação de compra ou equivalente para as ações da Petrobras, com preço-alvo de R$ 52,40 pelo Goldman e R$ 64 do BBA para PETR4.The post Petrobras: alta de 19% da gasolina é bem menor na prática – e não surpreende mercado appeared first on InfoMoney.
