Copa do Mundo 2026: quais impactos previstos para as varejistas da Bolsa brasileira?

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Há menos de 15 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho, os mercados voltam a analisar os impactos sobre os principais setores vinculados ao evento.Desde a venda de camisetas, televisões e bebidas, alguns segmentos do varejo nacional devem passar por um importante aumento de demanda ao longo da competição.Leia tambémAdidas, Nike e Puma vestem mais seleções na Copa, mas perdem participação ante 2022Mesmo fornecendo materiais para 11 países a mais do que em 2022, novo formato com 48 países diluiu percentualmente a dominância das empresas líderesNeymar teve oito lesões e jogou o equivalente a 66 partidas desde a última CopaOutros atacantes da seleção brasileira superam e muito Neymar no tempo em campoPara a XP Investimentos, o Grupo SBF (SBFG3) deve ser a principal vencedora no varejo desportivo, com o aumento de procura por camisetas oficiais. Analistas do Banco Safra acreditam que a Netshoes, dentro do Magazine Luiza (MGLU3), também deve capturar grande parte da demanda por produtos da seleção.Com o aumento das vendas de TVs e equipamentos auxiliares, o Magazine Luiza e o Grupo Casas Bahia (BHIA3) também têm potencial de ganho em eletrônicos e linha branca, segundo os analistas do banco. A XP, por sua vez, aposta mais em Mercado Livre (BDR: MELI34) e Amazon (BDR: AMZO34) e suas dinâmicas de frete rápido, como os principais players em eletrônicos.Em bebidas, Heineken aparece com viés positivo no curto prazo.Artigos esportivosDe acordo com o BTG Pactual, os ciclos históricos da Copa do Mundo mostram uma aceleração significativa nas vendas de artigos esportivos. Segundo os analistas do banco, empresas de artigos esportivos se beneficiam tanto da expansão de volume quanto de um mix favorável, com as categorias de futebol apresentando margens estruturalmente mais altas e descontos menores.O quadro parece mais favorável neste ano, em comparação com 2022, conforme as estimativas do Banco Safra. Na época, o segmento precisou enfrentar gargalos na cadeia de suprimentos da Nike, que impactaram as vendas gerais. Além disso, de acordo com o banco, as companhias passaram a atender melhor a demanda por produtos com preços mais acessíveis.Em 2022, apesar da pressão macroeconômica, o Grupo SBF indicou que as categorias de futebol cresceram cerca de 30% durante o ciclo. Para este ano, a companhia espera vender cerca de 850 mil camisas oficiais e mais 150 mil itens relacionados a Copa, com uma estratégia de preços que deve sustentar margens saudáveis.Em geral, as vendas de artigos esportivos no varejo brasileiro costuma aumentar cerca de 20-40% no período, baseado na triangulação de vários conjuntos de dados do setor.Demanda por eletrônicosO aumento sazonal da demanda também alcança o setor de eletrônicos. De acordo com analistas da XP, historicamente, os consumidores costumam buscar atualizar suas TVs e produtos relacionados antes do torneio.De acordo com a XP, o Magazine Luiza historicamente apresenta forte desempenho durante o evento, refletindo investimentos pesados e consistentes em marketing. Ao mesmo tempo, as Casas Bahia também manteve resultados sólidos nas últimas edições.Em 2022, quando a Copa do Mundo ocorreu em simultâneo à Black Friday, as vendas de TVs tiveram um aumento de cerca de 70%, durante a semana de 7 a 13 de novembro, em comparação ao ano anterior.Por outro lado, nas últimas edições, o Mercado Livre foi menos ativo devido ao seu posicionamento mais leve em eletrônicos. Segundo os analistas, essa tendência parece ter mudado para o torneio deste ano.Em relação aos preços, em média, o Mercado Livre e a Amazon têm se destacado como as alternativas mais baratas. Do outro lado, Casas Bahia e Magalu apresentam os maiores preços. Considerando esse contexto, incluindo dinâmicas mais ágeis de frete, a XP considera o Mercado Livre e a Amazon como os players mais bem posicionados para a competição deste ano.BebidasDe acordo com os analistas do Banco Safra, a Heineken tende a se beneficiar não apenas do efeito direto da Copa do Mundo sobre o consumo, mas também de condições climáticas mais favoráveis, que costumam ajudar o desempenho do canal de bares e restaurantes.Conforme o banco, o combo entre calendário esportivo e clima mais favorável, cria uma base positiva para o curto prazo da companhia.Fluxo nas lojasApesar de algumas categorias se beneficiarem ao longo do evento mundial, a Copa representa um vento contrário para o desempenho do varejo, especialmente relacionado ao fluxo nas lojas.De acordo com a XP, cerca de quatro a cinco possíveis jogos do Brasil deverão coincidir com períodos de compras mais importantes, como noites de sexta-feira e fins de semana.Em relatório do BTG, dados da Cielo e da Getnet durante a Copa do Mundo de 2018 mostraram que os volumes de vendas no varejo caíram entre -10% e -15% nos dias em que o Brasil jogou, em comparação com dias de semana semelhantes.Por esse motivo, a XP acredita que os canais digitais tenham desempenho superior ao varejo físico, que deve enfrentar um fluxo mais fraco de consumidores, especialmente em dias de jogos.The post Copa do Mundo 2026: quais impactos previstos para as varejistas da Bolsa brasileira? appeared first on InfoMoney.

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