As 6 melhores ações de dividendos após o pior mês do Ibovespa em 3 anos

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O mês de maio foi o pior para o Ibovespa em três anos. Pressões externas, como as incertezas em torno do conflito no Oriente Médio e a saída de fluxo estrangeiro, combinaram-se com dados internos negativos, incluindo a deterioração das expectativas de inflação e uma temporada de resultados do primeiro trimestre apenas satisfatória. O mercado passou a projetar uma taxa Selic de 14% ao fim de 2026, ante os 12% esperados no início do ano, tornando o ambiente ainda mais desafiador para a renda variável.Nesse contexto, ações com geração de caixa comprovada e distribuição consistente de proventos se destacam como alternativa defensiva. O InfoMoney consultou dez corretoras e casas de análise para compilar as ações de dividendos mais recomendadas para junho de 2026, e seis papéis apareceram em pelo menos cinco das dez carteiras analisadas.AçãoRecomendaçõesDY em 12 meses (%)Allos (ALOS3)811,44%Petrobras (PETR4)810,17%Vale (VALE3)710,25%Itaú Unibanco (ITUB4)59,37%Copel (CPLE3)59,07%Axia Energia (AXIA3)58,68%Fontes: Ágora Investimentos, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Empiricus Research, Genial Investimentos, Itaú BBA, Santander, Terra Investimentos, XP Investimentos e EconomaticaLeia também: Vale é unanimidade nas recomendações de ações para junho; veja lista completaEm relação a maio, as principais novidades do ranking são a entrada de Vale (VALE3) e Axia Energia (AXIA3), que atingiram ao menos cinco recomendações graças a movimentações de Ágora, Genial e XP. A Vale foi incluída nas carteiras de dividendos da Ágora e da Genial em junho, enquanto a Axia foi adicionada pela XP, que a elegeu em substituição ao Santander (SANB11). Do lado das saídas, Vibra Energia (VBBR3) e Santander (SANB11) deixaram o grupo das mais indicadas após saírem das carteiras do BTG Pactual e da Genial, e da XP, respectivamente.O índice IDIV, referência para ações pagadoras de dividendos, recuou 7,62% em maio, mas acumula alta de 21% nos últimos 12 meses. Para a Empiricus Research, o cenário reforça a tese de papéis defensivos: “uma carteira um pouco mais defensiva com boas geradoras de caixa e pagadoras de dividendos nos parece a melhor forma de encarar esse ambiente”, afirmam os analistas da casa no relatório de junho. A visão é compartilhada pelas demais instituições, que mantêm exposição a companhias com previsibilidade de proventos diante de um ciclo de juros que pode se estender mais do que o esperado.Confira as análises das ações:Allos (ALOS3)Petrobras (PETR4)Vale (VALE3)Itaú Unibanco (ITUB4)Copel (CPLE3)Axia Energia (AXIA3)Allos (ALOS3)Líderes em número de recomendações ao lado da Petrobras, as ações da Allos aparecem em oito das dez carteiras consultadas, com dividend yield de 11,44% nos últimos 12 meses. O BTG Pactual avalia que a empresa traz defensividade ao portfólio e, pela sua natureza de proxy de renda fixa, também oferece exposição a um ambiente de taxas de juros em queda. O banco destaca que a Allos anunciou um guidance de distribuição de dividendos para 2026 com yield implicado de 12,2% e considera que o mercado ainda não precificou totalmente a nova política de payout da companhia, caso ela se mostre sustentável.A Ativa Investimentos ressalta que a empresa realizou pagamento de dividendos em maio, reforçando o compromisso com a nova estratégia de retorno ao acionista. O Santander reiterou recomendação de compra com preço-alvo de R$ 38,50 para 2026, destacando o portfólio de 55 shoppings distribuídos pelas cinco regiões do Brasil, fruto da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls em 2023, como a principal base para a geração de caixa recorrente que sustenta a política de dividendos.Petrobras (PETR4)A Petrobras divide o primeiro lugar com oito recomendações e yield de 10,17% em 12 meses. A Terra Investimentos destaca a posição de liderança da estatal na exploração, produção e refino de petróleo no Brasil, com produção próxima de 2,2 milhões de barris por dia, majoritariamente concentrada no pré-sal, onde a produtividade é elevada e os custos são competitivos. O baixo custo de extração sustenta margens robustas e forte geração de caixa, fatores que, segundo a corretora, favorecem a manutenção de dividendos relevantes.O Itaú BBA explica que as ações da Petrobras apresentaram o segundo pior retorno do mês de maio entre os papéis da categoria, com queda de 14,4%, pressionadas principalmente pelas notícias sobre uma possível negociação de cessar-fogo no conflito do Oriente Médio. O BTG Pactual reconhece a relação de risco/retorno atraente da ação, mas pondera que o fluxo de notícias sobre o eventual acordo e a venda de ações preferenciais pelo BNDES pode continuar pesando sobre as cotações no curto prazo.Leia também: Bolsas dos EUA foram de longe o melhor investimento de maio; o que esperar em junho?Vale (VALE3)Com sete recomendações e dividend yield de 10,25% em 12 meses, a Vale é o terceiro papel mais indicado nas carteiras de dividendos de junho. O Itaú BBA ressalta que as ações da mineradora foram o destaque positivo de maio entre os papéis da categoria, com retorno de 2%, sustentado pelo caráter defensivo do papel, pela resiliência do preço do minério de ferro nos mercados internacionais e pela exposição positiva das receitas ao dólar. A instituição avalia que o mercado atribui crescente probabilidade a uma distribuição extraordinária de dividendos nos próximos trimestres, fazendo com que a tese atraísse a atenção de investidores focados em renda passiva.A Genial Investimentos incluiu a Vale em sua carteira de junho avaliando que os preços das principais commodities da empresa, notadamente minério de ferro, cobre e níquel, seguem em patamar favorável à geração de caixa e à distribuição de proventos.Itaú Unibanco (ITUB4)O Itaú Unibanco aparece em cinco carteiras, com yield de 9,37% nos últimos 12 meses. O BTG Pactual observa que as ações recuaram 7% nos últimos 30 dias, pressionadas pelo sentimento mais fraco em relação à bolsa brasileira e por preocupações com a qualidade dos ativos no setor bancário como um todo. No caso do Itaú, porém, a qualidade dos ativos permanece muito sólida, e o banco vem reduzindo proativamente a exposição ao crédito de maior risco.Para a Empiricus Research, o papel exemplifica o perfil buscado pelas casas na atual conjuntura: empresas com modelos de negócio resilientes, vantagens competitivas, previsibilidade de resultados e capacidade de geração de caixa livre comprovada, que permitem a distribuição de proventos sustentáveis e o benefício dos juros compostos para o acionista de longo prazo.Copel (CPLE3)A Copel integra cinco carteiras com yield de 9,07% e se destaca pelo processo de transformação concluído recentemente. O Santander lembra que a empresa finalizou a migração para o Novo Mercado, na qual cada ação preferencial recebeu uma ação ordinária e R$ 0,7749 em dinheiro, num processo que a corretora avalia como positivo para a liquidez e a governança corporativa da companhia, com potencial de atrair fluxo estrangeiro adicional.A XP Investimentos mantém a ação como uma das principais posições em sua Carteira Top Dividendos, com peso de 15%. O BB Investimentos também inclui o papel na composição de junho, reforçando a visão de que a Copel segue cumprindo consistentemente suas metas pós-privatização, com a nova política de dividendos aprovada no início de 2026 contribuindo para tornar a tese mais atrativa.Axia Energia (AXIA3)A Axia Energia, antiga Eletrobras, encerra o ranking com cinco recomendações e yield de 8,68% em 12 meses. O Santander destaca a posição da empresa como a maior do setor elétrico da América Latina, com 43,9 gigawatts de capacidade instalada de geração, o equivalente a 20% da capacidade nacional, e 74 mil quilômetros de linhas de transmissão, correspondentes a 37% do Sistema Interligado Nacional, com geração 100% proveniente de fontes renováveis.A XP Investimentos adicionou o papel em sua carteira Top Dividendos em junho, após a recente queda das ações deixar os múltiplos de valuation mais atrativos. A casa projeta um El Niño forte no segundo semestre, o que deve elevar temperaturas, aumentar o consumo de energia e beneficiar diretamente a Axia. Para o BTG Pactual, a empresa ainda está nos estágios iniciais do que deve se tornar uma importante fonte de caixa e pagadora de dividendos, após sinalizar essa mudança com o anúncio de pagamentos extraordinários que somam mais de R$ 8 bilhões desde março de 2025.The post As 6 melhores ações de dividendos após o pior mês do Ibovespa em 3 anos appeared first on InfoMoney.

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