Setor de serviços do Brasil fica quase estagnado em maio em meio à alta da inflação

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SÃO PAULO, 3 Jun (Reuters) – A ⁠atividade de serviços no Brasil ficou quase estagnada em ⁠maio, contida pela falta de novos pedidos conforme o forte aumento dos preços ‌cobrados em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio reduziu uma demanda já frágil, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras nesta quarta-feira.O PMI ‌de serviços, compilado pela S&P Global, caiu a 50,4 em maio, de 52,3 em abril, aproximando-se da marca de 50 que indica estagnação da atividade.Leia tambémBrasil é potência em maturidade digital no setor de energia, diz SiemensPara head global de Energia, Química e Infraestrutura, empresas do país podem se tornar grandes potências e referências em exploração de recursos naturais com tecnologiaIndústria brasileira surpreende e cresce 0,7% em abril, 4º mês seguido de altaAs expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de altas de 0,4% na variação mensal e de 1,7% na base anual“Os dados do PMI de maio soam como um alerta, já que o papel do setor de serviços como amortecedor da fraqueza da indústria parece estar perdendo força. Muitos esperam que essa desaceleração ⁠seja ‌temporária e que uma recuperação no próximo mês possa sustentar os resultados do ⁠segundo trimestre”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.Várias empresas relataram queda da produção devido a pressões competitivas, questões financeiras e um ambiente cada vez mais desafiador para a demanda.Os novos pedidos feitos aos fornecedores de serviços no Brasil ficaram, de modo geral, estagnados em ​maio, com o respectivo índice ficando pouco abaixo do nível neutro de 50,0.O segmento de transporte, informação e comunicação foi o único setor monitorado a ​registrar aumento na produção, tendo ainda o melhor desempenho em termos de vendas, apesar de o crescimento ter recuado para o menor nível em cinco meses.A estagnação das vendas em maio coincidiu com um forte aumento nos preços cobrados pela prestação de serviços. Apesar de ter recuado em relação a abril, o ritmo de ‌inflação foi o segundo mais alto em 15 meses, ​com os participantes da pesquisa citando o repasse do aumento de custos aos clientes.Os preços dos insumos subiram no ritmo mais forte desde fevereiro de 2025, com as empresas indicando que a guerra ⁠no Oriente Médio elevou os custos ​de combustíveis e ​materiais. Elas relataram ainda aumento de preço em itens como materiais de construção, produtos químicos, componentes eletrônicos, energia, ⁠alimentos, metais e embalagens.‘Fissuras estão surgindo na ​economia de serviços do Brasil, à medida que empresas e consumidores enfrentam a inflação’, disse De Lima. ‘Orçamentos apertados levaram os consumidores a cortar gastos não essenciais, impactando setores como entretenimento, hotelaria ​e lazer’.O aumento dos custos e a fragilidade da demanda prejudicaram os esforços de contratações em maio, que aconteceram no ritmo mais lento ​dentro do atual período de ⁠quatro meses de geração de vagas.Além disso, as pressões de preços, aliadas à forte concorrência e às difíceis ⁠condições operacionais, reduziram a confiança empresarial, com queda no nível de otimismo em relação à perspectiva de produção para o próximo ano.Diante do enfraquecimento do setor de serviços e da contração do setor industrial, já reportada, o PMI Composto do Brasil voltou ao território de contração ao cair a 49,5 em maio, de 52,4 em abril.The post Setor de serviços do Brasil fica quase estagnado em maio em meio à alta da inflação appeared first on InfoMoney.

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